Pequim deteta primeiro caso de Ómicron e reforça medidas nas vésperas dos Olímpicos de Inverno

Agência Lusa , Lusa
17 jan, 08:14
Covid-19: Pequim

De acordo com a imprensa local, a paciente não tinha saído da capital chinesa nas últimas duas semanas. Mais de 13 mil pessoas já foram testadas por causa deste caso

O primeiro caso de covid-19 da variante Ómicron diagnosticado em Pequim levou a capital chinesa a intensificar as medidas de prevenção, nas vésperas de acolher os Jogos Olímpicos de Inverno.

Mais de 13.000 pessoas e todos os locais visitados pela paciente nos dias anteriores foram testados, segundo a imprensa estatal. O complexo de apartamentos e o local de trabalho da paciente foram também isolados.

A pessoa infetada vive e trabalha no distrito de Haidian, no noroeste de Pequim, e não tinha histórico de viagens para fora de Pequim nas últimas duas semanas, segundo a imprensa estatal.

Com 20 milhões de habitantes, Pequim está a considerar aumentar as restrições às viagens. Todas as ligações rodoviárias com Tianjin foram já interrompidas.

Os voos internacionais foram drasticamente reduzidos e os viajantes domésticos foram impedidos de entrar na capital a partir de um segundo local.

Nenhum novo caso foi relatado em Pequim na segunda-feira, embora a cidade vizinha de Tianjin tenha diagnosticado 80 casos nas 24 horas anteriores.

Os Jogos Olímpicos arrancam em 4 de fevereiro, poucos dias após o início das comemorações do Ano Novo Lunar. Atletas, funcionários e jornalistas são obrigados a entrar num circuito fechado sem contacto externo e a realizarem testes diários.

O jornal Beijing Daily informou no domingo que a capital vai exigir que os viajantes façam testes de ácido nucleico 72 horas antes de entrarem na cidade, a partir de 22 de janeiro.

Algumas escolas em Pequim também fecharam mais cedo e passaram a ter aulas 'online', antes das férias de inverno.

Autoridades de todo o país também pediram aos moradores que permaneçam nas suas cidades durante as férias do Ano Novo Lunar, a mais importante festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais.

Locais turísticos, incluindo secções da Grande Muralha, também fecharam. Em outras partes do país, cerca de 20 milhões de pessoas estão sob confinamento.

A pressão económica, logística e psicológica resultantes da política de “zero casos” tornaram-se cada vez mais aparentes, criando tensões sobre por quanto tempo as restrições devem permanecer em vigor.

Após três semanas de isolamento, a cidade Xian parece estar a retomar a normalidade. As medidas de confinamento foram já levantadas em bairros considerados de baixo risco.

A cerca de 1.000 quilómetros a sudoeste de Pequim, a cidade, que tem uma população de 13 milhões, registou mais de 2.000 infeções desde dezembro.

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