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Encontro entre responsáveis pela defesa da China e dos EUA com conversações "positivas, práticas e construtivas"

Agência Lusa , PP (atualizado às 09:16)
31 mai, 08:48
Lloyd Austin (Maya Alleruzzo/AP)

Os dois responsáveis encontraram-se, pela primeira vez desde novembro de 2022, para discutir as relações bilaterais, à margem do Diálogo de Shangri-La, um fórum de defesa que decorre até domingo

O Ministério da Defesa da China disse que as conversações entre o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, e o homólogo chinês, Dong Jun, hoje em Singapura, foram "positivas, práticas e construtivas".

Ainda assim, Wu Qian, porta-voz do ministro da Defesa chinês, disse aos jornalistas que Dong avisou Austin que as ações dos EUA em apoio de Taiwan representam uma grave violação do princípio ‘Uma só China’.

O princípio ‘Uma só China’, que os Estados Unidos formalmente aceitam, declara que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China, mas com Pequim e Taipé a manterem interpretações diferentes.

Os dois responsáveis pela defesa encontraram-se, pela primeira vez desde novembro de 2022, para discutir as relações bilaterais, à margem do Diálogo de Shangri-La, um fórum de defesa que decorre até domingo.

O fórum anual, que reúne responsáveis da defesa de todo o mundo, tornou-se um barómetro das relações entre os EUA e a China nos últimos anos.

A reunião aconteceu uma semana depois de grandes manobras militares lideradas pela China à volta de Taiwan, cuja soberania é reivindicada por Pequim.

Taipé é apoiada militarmente pelos Estados Unidos, que se opõem a qualquer alteração do estatuto da ilha pela força.

A China acusou o novo Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, de estar a empurrar a ilha para "uma guerra” e qualificou-o de “separatista perigoso”.

As rivalidades no mar do Sul da China, largamente reivindicado por Pequim, também deverão ocupar um lugar de destaque no fórum.

Pequim não vê com bons olhos o reforço dos laços de defesa entre Washington e a região da Ásia-Pacífico, nomeadamente com as Filipinas, e o envio regular de navios de guerra e caças para o Estreito de Taiwan e para o mar do Sul da China.

Washington e Pequim têm intensificado as comunicações para atenuar as divergências, tendo o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, visitado Pequim e Xangai no mês passado.

Uma das prioridades tem sido o reatamento do diálogo entre militares.

Pequim suspendeu as conversações militares com Washington no final de 2022, em resposta a uma visita a Taiwan de Nancy Pelosi, então presidente da Câmara dos Representantes, a câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos.

Mas, após uma cimeira entre o líder chinês, Xi Jinping, e o Presidente dos EUA, Joe Biden, em novembro passado, as duas potências concordaram em retomar as conversações militares.

Estados Unidos e China vão retomar contactos telefónicos militares

Pouco tempo depois, à margem de um fórum sobre segurança em Singapura, o secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin fez saber que os Estados Unidos e a China vão retomar as comunicações telefónicas militares “nos próximos meses”.

Austin reafirmou o anúncio feito pelos presidentes norte-americano e chinês em novembro de 2023, “de que os dois lados retomariam as conversas telefónicas ao nível de comando nos próximos meses”, disse o Pentágono num comunicado.

O secretário também saudou planos de convocar um grupo de trabalho de comunicação de crise com a China até ao final do ano, segundo o mesmo comunicado da sede da Defesa dos Estados Unidos, citado pela agência francesa AFP.

E.U.A.

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