EUA apreendem endereços de Internet suspeitos de ligação à espionagem chinesa

Agência Lusa , WL
27 ago, 06:30
Diplomacia chinesa e norte-americana (Getty Images)
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Aparelhos permitiam mascarar o facto de intrusões cibernéticas terem tido origem na China

As autoridades policiais norte-americanas anunciaram a apreensão de endereços de Internet suspeitos de serem utilizados por alegados agentes chineses para ocultar a origem de ciberataques.

O Departamento de Justiça e o FBI (polícia federal) apreenderam estes nomes de domínio para "impedir que agentes cibernéticos maliciosos acedam a duas plataformas de 'hacking', conhecidas como QScan e QTRouter, utilizadas para atacar infraestruturas críticas dos EUA e outras redes sensíveis", indicou na quarta-feira o Departamento de Justiça em comunicado.

Estas plataformas foram criadas por um grupo chamado QTFY, cujos ciberataques tiveram como alvo, entre outros, a NASA, os Departamentos de Energia, Justiça e Saúde, bem como o Senado.

Esta apreensão é "a mais recente de uma série de operações técnicas para desmantelar atividades indiscriminadas de ciberataques patrocinadas pela República Popular da China", frisou o procurador-geral Todd Blanche, citado no comunicado.

"Estas ferramentas foram utilizadas por agentes cibernéticos chineses para ocultar a origem dos seus ataques", explicou o diretor do FBI, Kash Patel.

Permitiram, em particular, mascarar o facto de estas intrusões cibernéticas terem tido origem na China, segundo as autoridades norte-americanas.

Entre os clientes da QTFY estão o Ministério da Segurança do Estado da China (MSS) e o Exército de Libertação Popular (ELP), adiantou o Departamento de Justiça.

Em junho, as autoridades norte-americanas anunciaram a apreensão de 13 nomes de domínio suspeitos de serem utilizados por alegados agentes chineses para extrair informações confidenciais de autoridades norte-americanas com autorização de segurança.

A aliança de inteligência "Cinco Olhos" - composta pelos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia - já tinha alertado para uma campanha de agentes dos serviços de informações chineses que se fizeram passar por recrutadores de empresas de consultoria ou centros de investigação.

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