Dez mortos num incêndio em edifício residencial no extremo oeste da China

Agência Lusa , AM
25 nov, 08:11
Incêndio na China (Associated Press)

Há ainda nove feridos. Mortes e ferimentos foram causados pela inalação de fumos tóxicos

Um incêndio num prédio residencial na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, causou dez mortos e nove feridos, informaram hoje as autoridades, no segundo incêndio fatal a ocorrer no país asiático esta semana.

O incêndio começou na noite de quinta-feira, em Urumqi, a capital de Xinjiang, onde as temperaturas caíram abaixo de zero, após o anoitecer.

As chamas espalharam-se desde o ponto de origem, no 15.º andar, até ao 17.º andar, com o fumo a chegar até ao 21.º andar, de acordo com a imprensa estatal. Os bombeiros levaram cerca de três horas para extinguir as chamas.

As mortes e ferimentos foram causados pela inalação de fumos tóxicos. Todos os feridos, entretanto internados num hospital, devem sobreviver, segundo informações citadas pela imprensa chinesa.

Uma investigação inicial apurou que o incêndio foi provocado por um curto-circuito, numa extensão elétrica, no quarto de um dos apartamentos do 15.º andar.

A China tem um histórico alargado de incêndios mortais em edifícios residenciais, fábricas e armazéns causados pela fraca implementação de medidas de segurança, infraestrutura envelhecida e, em alguns casos, corrupção nos organismos encarregues da supervisão.

Na terça-feira, um incêndio destruiu as instalações de uma empresa que lida com produtos químicos, no centro da China, matando 38 pessoas. Quatro pessoas foram detidas na sequência do incêndio e as autoridades locais ordenaram amplas inspeções de segurança para erradicar possíveis perigos.

Os acidentes ocorrem numa altura em que novos surtos de covid-19 resultaram na imposição de bloqueios de cidades inteiras, afetando milhões de pessoas.

A comunidade de Jixiangyuan, onde ocorreu o incêndio de Urumqi, é designada como “área de baixo risco de covid-19” e os residentes foram autorizados a sair dos seus apartamentos, de acordo com os relatórios. Não é claro se foram autorizados a deixar o complexo.

Urumqi não registou um grande surto recentemente. No entanto, como em muitas partes da China, as autoridades locais, com medo de serem punidas e perder o emprego, tendem a adotar medidas extremas, para evitar surtos dentro das suas jurisdições.

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