A vitória de José Antonio Kast integra um conjunto de vitórias recentes da extrema-direita na América Latina, incluindo na Argentina e no Equador
O candidato de extrema-direita José Antonio Kast venceu a segunda volta das eleições no Chile, tornando-se o 38º presidente do país. Derruba o governo de centro-esquerda que está atualmente no poder.
Kast destacou-se na contagem preliminar, derrotando a ex-ministra do Trabalho Jeannette Jara, política do Partido Comunista, que representava a coligação de centro-esquerda no poder.
Kast obteve 58,30% dos votos na segunda volta, contra os 41,70% da rival, com mais de 95% dos votos contados.
Jara e a sua coligação, designada Unidade pelo Chile, já vieram reconhecer a derrota. “A democracia falou alto e de forma clara. Acabei de falar com o presidente eleito para desejar-lhe sucesso, pelo bem do Chile”, escreveu Jara nas redes sociais.
O resultado marca a mais recente vitória da extrema-direita na América Latina, que tem assistido a uma série de líderes de direita, outrora fora do espectro político, a ascender ao poder em países como a Argentina e o Equador.
É também uma mudança de ciclo para Kast, líder do Partido Republicano, com 59 anos. Esta eleição foi a sua terceira tentativa de conquistar a presidência.
Kast tirou proveito da frustração crescente no país com o aumento da criminalidade, com a imigração e com o enfraquecimento da economia chilena, acenando com promessas de mudança.
Uma das suas promessas passa por uma campanha de deportação em massa, semelhante àquela que foi implementada pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.