O dia em que o Chelsea fez ao PSG aquilo que o PSG fez ao Inter (e João Neves caiu na armadilha de Cucurella)

13 jul 2025, 22:27
Chelsea (Seth Wenig/AP)

Os franceses nunca entraram realmente no jogo e os blues aproveitaram a apatia. Cole Palmer fez exibição soberba

Não correu como muitos esperavam a primeira final do Campeonato do Mundo de Clubes com este novo formato.

A memória que tínhamos da última final internacional do PSG era a de um domínio absoluto sobre o adversário.

O clube francês tinha apenas um golo sofrido nos últimos oito jogos, aquele do Botafogo na derrota na fase de grupos, e esta final deveria ser um simples processo burocrático. Mas não foi assim.

O Chelsea entrou melhor, pressionante, face a um PSG algo apático. Cole Palmer foi o primeiro a ameaçar e o primeiro a marcar, após um erro de Nuno Mendes. O lateral português perdeu um duelo com Malo Gusto, que assistiu o médio inglês para um golo fácil. Donnarumma não teve hipóteses.

Daí até ao 2-0 foi um instante. Novamente uma grande jogada do Chelsea e Palmer, já na área, simula um passe para um colega que tira a defesa do PSG da equação. O segundo golo foi quase tirado a papel químico do primeiro.

O PSG estava desnorteado. Os passes não entravam, as desmarcações não aconteciam. A magia da final da Champions teimava em não aparecer. O que apareceu mesmo foi o terceiro do Chelsea.

Palmer, quem haveria de ser, beneficiou de uma marcação muito relaxada dos jogadores do PSG para isolar João Pedro, que picou a bola sobre Donnarumma. Não tenhamos dúvidas: com o avançado brasileiro, uma grande melhoria face a Nicolas Jackson, o Chelsea vai ser uma equipa ainda mais perigosa na próxima época.

A segunda parte foi, confesso, algo aborrecida. O PSG ainda tentou reagir por Dembélé, que atirou para grande defesa de Robert Sánchez já dentro da área, e por Vitinha, que tentou de meia distância e também esbarrou no guarda-redes espanhol.

Delap, entrado na segunda parte, teve duas oportunidades para dilatar a vantagem dos blues, uma delas após um falhanço defensivo tremendo da parte de Lucas Beraldo.

O pior para o PSG, e para muitos portugueses, foi o que aconteceu perto dos 90. João Neves foi picado por Cucurella e reagiu da pior forma, puxando a pomposa cabeleira do espanhol, que aproveitou para se atirar para o chão. Cucurella sabe bem o que faz e usa o seu cabelo como arma. Neves não tinha de reagir.

Esta final não mancha em nada a brilhante época dos parisienses, e mais concretamente dos quatro portugueses, mas o clube francês vai certamente regressar a casa de trombas.

Para o Chelsea, é mais um capítulo na impressionante história internacional que tem escrito desde 2012, ano em que venceram a primeira Champions. Para Pedro Neto, é o primeiro grande título internacional de clubes, num mês que começou muito difícil com a morte do amigo Diogo Jota. Nota também para Dário Essugo, que entra em grande no novo clube.

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