A Proteção Civil alertou para os riscos de deslizamentos de terras no território nacional devido ao mau tempo
Várias estradas nos concelhos do Seixal, Barreiro, Moita e Alcochete, no distrito de Setúbal, encontram-se cortadas, umas por decisão preventiva das autarquias, outras devido a inundações na sequência das chuvas intensas que se fizeram sentir na manhã de hoje.
No Seixal, estão interditas ao trânsito a rua Quinta da Herdeira, na freguesia de Amora, a avenida Carlos de Oliveira (entre a avenida 06 de novembro de 1836 e a avenida General Humberto Delgado), na freguesia de Arrentela, e a rua quinta da Galega, na freguesia de Paio Pires,
A avenida da Fábrica da Pólvora está também cortada ao trânsito, tendo registado inundações, assim como a Estrada Nacional 378 (que liga o concelho do Seixal ao concelho de Sesimbra) no troço compreendido entre o Quintão e a rotunda do posto de combustível da BP.
Na Moita, o agravamento do estado do tempo tem vindo a condicionar muitas estradas do concelho, pelo que estão interrompidas várias vias, nomeadamente as ruas do Algarve, padre António Vieira e Miguel Torga, assim como o CM1020, uma Estrada Municipal localizada na zona de Alhos Vedros.
Segundo a autarquia, está ainda interdita a estrada do Pinhal do Forno (curva junto ao cemitério), a Rua das Orquídeas, em Chão Duro, e a estrada de Sarilhos Pequenos.
A circulação está também interdita na Rotunda da BP e ponte do Matão, na Moita, e na ex-EN11, entre a rotunda das Oliveiras em Alhos Vedras e a Quinta da Fonte da Prata.
“Esteja atento aos comunicados oficiais, mantenha-se vigilante. Evite deslocações e siga as recomendações da Proteção Civil e Forças de Segurança”, adianta a Câmara Municipal da Moita numa informação divulgada na rede social Facebook, onde o presidente da autarquia explica, num vídeo dirigido à população, que a melhor forma de chegar ao concelho é através da A33.
No concelho de Alcochete, a autarquia divulgou uma nota na rede social Facebook, indicando que, na sequência da chuva e ventos trazidos pela depressão Marta, está interrompida a circulação na estrada municipal 501 (entre a rotunda do Fórum Cultural de Alcochete e a rotunda do Samouco) e na Estrada Real (entre o cruzamento do Colégio Penas Real e o cruzamento com o caminho municipal 1203).
“A reabertura das estradas ainda não tem hora prevista. Dentro de todas as condicionantes, estamos a trabalhar para repor a normalidade com a maior brevidade possível”, adiantou a autarquia.
No concelho do Barreiro, a Câmara Municipal anunciou na sua página no Facebook que o trânsito está interdito, devido a inundação, na rua da Fronteira, em Santo António da Charneca, e na rua industrial Alfredo da Silva.
A estrada nacional 10-3, junto à Escola de Fuzileiros, em Palhais, está também inundada.
A autarquia aconselha ainda os munícipes que evitem circular próximo de zonas ribeirinhas.
Portugal continental começou a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras.
Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta 13 distritos, por causa da precipitação e do vento.
Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura na costa ocidental e 4 a 5 metros na costa sul.
A Proteção Civil alertou para os riscos de deslizamentos de terras no território nacional devido ao mau tempo.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.