Presidente do Chega e candidato à Presidência da República, André Ventura, esteve esta terça-feira em tribunal por causa dos cartazes do partido
O presidente do Chega e candidato à Presidência da República, André Ventura, considerou esta terça-feira que a decisão judicial sobre cartazes da sua campanha será “muito importante para o futuro” da democracia, dizendo que não abdica da sua liberdade.
“A decisão que este tribunal tomar será muito importante para o futuro. Não sei como a comunidade cigana se sente desrespeitada quando alguém diz que tem de cumprir a lei. Eu sou candidato à Presidência da República e na minha perspetiva não cumprem lei”, sublinhou.
À saída do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, André Ventura afirmou que quem deveria ser ouvido em tribunal “era José Sócrates, Ricardo Salgado e os ciganos de Valongo, (…) que não cumprem a lei há muitos anos”.
Em causa estão cartazes da candidatura presidencial de André Ventura com as frases "Isto não é o Bangladesh" e "Os ciganos têm de cumprir a lei".
Em 10 de novembro, seis pessoas apresentaram no Tribunal de Lisboa uma ação de tutela de personalidade contra André Ventura para que o líder do Chega fosse obrigado a retirar, num prazo de 24 horas, os cartazes que fazem referência à comunidade cigana.