Partidos deixam Chega a votar sozinho projeto de lei sobre castração química de pedófilos

Agência Lusa , MJC
7 out, 13:50
Assembleia da República (Lusa)

O projeto foi criticado por todos os partidos, da esquerda à direita, que acusaram o Chega de insistir numa proposta inconstitucional e defenderam que esta medida não resolve esta problemática nem protege as vítimas

O Chega viu rejeitado o seu projeto para a introdução da castração química como pena para crimes de violação e abuso sexual de crianças, com votos contra das restantes bancadas, que defenderam a inconstitucionalidade da medida.

O projeto do Chega foi criticado por todos os partidos, da esquerda à direita, que acusaram o Chega de insistir numa proposta inconstitucional e defenderam que esta medida não resolve esta problemática nem protege as vítimas.

Durante o debate houve sucessivas trocas de apartes entre a bancada do Chega e as restantes, que levaram o presidente da Assembleia da República a pedir, por várias vezes, aos deputados que respeitassem as intervenções.

“Insisto em pedir silêncio. Quem crê ter por si o conforto da razão, escusa de tentar com vozearia impedir os outros de apresentarem os seus argumentos”, alertou.

Augusto Santos Silva chamou também a atenção do líder da bancada do Chega, Pedro Pinto, para que se evitassem “gestos que são ofensivos para as outras pessoas”, depois de o deputado Pedro Frazão ter encostado dois dedos indicadores à testa, repetindo o gesto que levou à demissão do antigo ministro socialista Manuel Pinho.

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