Ventura culpa Pedro Nuno Santos pelo caos no aeroporto de Lisboa

Agência Lusa , CF
5 jul, 17:58
O presidente do partido Chega, André Ventura, à chegada ao Aeroporto de Lisboa, 5 de julho de 2022. André Ventura, juntamente com uma delegação composta por deputados, reúne-se com diversas entidades, nomeadamente com o Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC), e visita o Aeroporto de Lisboa, no âmbito “do caos vivido com os voos cancelados e as falhas do SEF”. (Manuel de Almeida/Lusa)

"Morreu politicamente"

O presidente do Chega, André Ventura, defendeu esta terça-feira que a situação no aeroporto de Lisboa não se resolve “com um fraco ministro das Infraestruturas” e considerou que Pedro Nuno Santos “morreu politicamente”.

O líder do Chega esteve esta terça-feira no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, onde se reuniu com o Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil, numa altura em que se vive “uma situação bastante preocupante” e de “grande convulsão”, afirmou, com “mais de 100 voos cancelados no fim de semana, com mais algumas dezenas segunda e terça-feira”, sendo “grande parte deles voos da TAP”.

O dirigente do partido da extrema-direita alertou que agosto “que vai ser o pior mês de afluxo” de turistas e imigrantes.

No diagnóstico de Ventura, a situação deve-se a uma “série de constrangimentos relacionados com o SEF” mas também à “redução persistente de pessoal da TAP” na sequência do plano de reestruturação, que “reduziu em muito o número de pilotos mas também de técnicos de manutenção”.

“Chegamos portanto a uma situação em que temos uma dupla que raramente tivemos na história, a desorganização da TAP e dos serviços aeroportuários e a desorganização dos serviços policiais de controlo - e isto é uma mistura explosiva”, defendeu.

O líder da extrema-direita parlamentar disse que se esperava que “as autoridades políticas pudessem responder de forma decisiva mas não o fizeram”.

“Isto tudo que está a acontecer, não tenhamos dúvidas, deve-se a uma coisa, a um fraco ministro das Infraestruturas, porque se tivéssemos um ministro com poder político neste momento ele já teria batido o pé ao primeiro-ministro para dizer 'isto não pode continuar, temos de fazer aqui alguma coisa', um reforço extraordinário, um plano de contingência extraordinário, o reforço significativo dos meios do SEF”, defendeu.

No entanto, na ótica de Ventura, Pedro Nuno Santos é “um ministro completamente fragilizado”.

“O ministro das Infraestruturas morreu politicamente e esse é que é o problema que estamos aqui a enfrentar”, apontou André Ventura, considerando que “por muito que sejam cancelados 100 voos, 200 ou 300, nós não vamos ouvir Pedro Nuno Santos porque ele não está vivo politicamente”.

O presidente do Chega defendeu que o primeiro-ministro “é o responsável por isto” e agora cabe-lhe a ele resolver a situação, o que passa por “nomear um ministro novo, com capacidade de resolver” a situação.

“A saída do ministro [Pedro Nuno Santos] ajudaria muito”, salientou, apontando que “já ninguém o leva a sério”.

Para melhorar a situação que se vive no aeroporto de Lisboa, o Chega reiterou que deve ser posta “uma pedra neste disparate de extinguir o SEF”, que “foi um erro”.

“O plano de reestruturação da TAP tem de ser implementado com meios e tem de ser feito de forma cautelosa, mas para isso precisamos de um ministro que tenha força política para o fazer e este ministro não tem”, acrescentou, recusando que se corte “pessoal a torto e a direito”.

A administração da TAP “tem que ser chamada à responsabilidade”, defendeu, mas indicou que “a saída de Pedro Nuno Santos é o requisito político” e a “questão do SEF é decisiva”.

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