“Até quando fomos invadidos tivemos coragem de atirar bispo de Zamora da Torre. Não digo que façamos isso a Costa, mas…”

MM
28 ago, 16:09

No discurso de encerramento da Academia de Verão do partido, o líder comparou a vinda de imigrantes para Portugal e os apoios governamentais dados aos mesmos com a invasão pelos espanhóis

O presidente do Chega, André Ventura, comparou, este domingo, a vinda de imigrantes para Portugal e os apoios que o Governo lhes dá com a invasão pelos espanhóis. Para o líder do Chega, “estamos noutro momento de risco da pátria”.

“Até quando fomos invadidos, até quando os espanhóis nos dominaram e escrevemos os lusíadas, até nesse momento tivemos coragem de pegar no bispo de Zamora, que estava na cidade de Lisboa, e atirá-lo lá de cima da torre. Não digo que façamos isto a António Costa… mas já me pass… não é que o nosso Parlamento é alto! Lá de cima, também… Mas reparem como tivemos essa força. É verdade: foi atirado da torre e depois foi dado de comer aos cães. Não é para terem ideias, mas nós estamos noutro momento de risco da pátria”, brincou Ventura, perante gargalhadas e aplausos da plateia.

Declarações proferidas no discurso de encerramento da Academia de Verão da juventude do Chega, onde André Ventura falou também dos problemas do partido e afirmou que talvez estes estejam relacionados com o facto de o partido ter crescido “demasiado rapidamente”, sendo normal que haja “quem entenda que o caminho deve ser o de crescer de outra forma”.

Aos jovens do Chega, André Ventura incentivou a não se deixarem “aburguesar” e a continuarem a lutar contra a forma como o PS tem governado o país.

Teve ainda palavras duras contra o PSD e do seu líder, que criticou por não fazerem oposição ao executivo socialista, e contra a Iniciativa Liberal, que considera ter “desaparecido" desde há alguns meses.

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