«Jogadores têm de pensar que ganharam na Champions, mas que são 8.ºs na Liga»

7 set, 21:03
Ruben Amorim no Eintracht Frankfurt-Sporting

Ruben Amorim sublinha que não quer que os jogadores «andem de um lado para o outro» e aponta ao Portimonense, que tem mais cinco pontos do que os leões

Declarações do treinador do Sporting, Ruben Amorim, na sala de imprensa, após a vitória por 3-0 ante o Eintracht Frankfurt, em jogo da primeira jornada do grupo D da Champions:

[Primeira vitória do clube na Alemanha:] «Isso não é importante. Somos todos a atingir essa marca e o que interessa é que o Sporting ganhou na Alemanha, foi a primeira vez, não será a última e essa é a mentalidade que devemos ter. Obviamente que é um momento histórico porque nunca aconteceu, mas quem ganhou na Alemanha foi o Sporting.»

[Se foi uma das vitórias mais importantes à frente do Sporting:] «É importante pelo momento. Agora, não muda nada. O que os jogadores têm de pensar é que ganharam um jogo na Liga dos Campeões, mas são o oitavo classificado na Liga portuguesa. Não são tão maus para estar em oitavo, numa Liga em que temos de estar claramente mais perto do topo. Estamos a oito pontos do Benfica e não quero que eles andem de um lado para o outro. Agora, vão-lhes dizer que são os maiores e que fizeram um grande jogo na Alemanha e eles têm de pensar que são o oitavo classificado e que têm de ganhar ao Portimonense, que tem mais cinco pontos do que eles.»

[Trincão:] «Obviamente que é muito importante, é um jogador talentoso, falta-lhe essa parte de fazer golos que já teve na formação. Lembro-me que falei do Trincão, mas também toquei no Edwards, que acaba por fazer um golo. Eles têm de ser mais agressivos na hora de atacar a baliza e foi isso que aconteceu da primeira parte para a segunda. Fico feliz por ele, tem feito um trabalho excelente, marcou um golo e agora tem de continuar.»

[Se disse algo aos jogadores face ao habitual ambiente em Frankfurt:] «Em relação ao ruído, alguns jogadores já viveram estes momentos e o que tínhamos de fazer era ter bola. Mesmo cometendo alguns erros e o próprio passe do Ugarte [ndr: aos dois minutos, que quase dava golo do Eintracht], em que podíamos deixar de fazer a construção e bater mais bola, isso para mim foi o que mais me marcou: eles não se deixarem afetar pelo momento. Mais do que o resultado, esses sinais pequenos é que dão garantia para o futuro.»

[De que forma procurou contrariar Gotze e Kamada:] «Em relação ao Gotze e ao Kamada, a única coisa que podemos fazer é estarmos compactos de cada vez que a bola rodava. Estivemos sempre muito compactos, sabendo que eles faziam as trocas entre eles. Mesmo assim, na segunda parte, no início, os pontapés de baliza, quando ia para o lado deles, eles conseguiam sair e as rotinas deles estavam trabalhadas. A única forma é mostrar as características individuais, temos jogadores inteligentes que se adaptam ao momento e deixar as linhas curtas, porque são talentosos quando têm espaço. Criam sempre problema.»

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