Amorim: «Adán sabe analisar as exibições, não preciso de dizer-lhe nada»

4 out, 21:27
Antonio Adán foi expulso por tocar com a mão na bola fora da área, em lance com Nuno Tavares

Treinador do Sporting diz que «quanto mais experientes os jogadores são, maior é a sua autocrítica» e que o espanhol vai «trabalhar ainda mais»

Declarações do treinador do Sporting, Ruben Amorim, em conferência de imprensa, após a derrota por 4-1 ante o Marselha, em jogo da terceira jornada do grupo D da Liga dos Campeões:

«Começámos bem o jogo, tivemos tudo a nosso favor. Marcámos o golo, tivemos a oportunidade do Pote em que podemos fazer o segundo golo, temos o jogo controlado dentro da nossa ideia e depois o golo que sofremos do ressalto do Alexis muda um pouco o jogo. Sempre que quisemos recuperar, sofremos um revés, reveses fortes e a seguir à expulsão o jogo tornou-se mesmo muito complicado. São momentos difíceis, mas vamos dar a volta.»

[O que se diz ao Adán num jogo destes:] «Quanto mais experientes os jogadores são, maior é a sua autocrítica. Ninguém tem a carreira que o Adán tem, sem ter uma grande autocrítica. Portanto, ele sabe analisar as suas exibições, eu não preciso de dizer-lhe nada, já nos salvou tantas vezes e já o disse várias vezes. Ele tem os momentos também como os outros em que não está tão bem, portanto eu não vou dizer-lhe nada, ele próprio vai trabalhar ainda mais, tem também o Vital para lhe dar na cabeça. Mas nós, todos temos de melhorar, não é só o Adán. São noites difíceis, que já passámos por elas e quanto mais há crescimento, cada vez custam mais, mesmo com as atenuantes e da forma como correu o jogo, obviamente são momentos difíceis, mas faz parte e torna-nos mais fortes.»

[Substituições:] «A mudança não foi tanto pelo que estavam a fazer no campo, foi para meter gente fresca, porque tínhamos de ter capacidade de esticar o jogo. O Nuno Santos, por exemplo, tinha amarelo. O Marcus já tinha saído na substituição do guarda-redes, portanto foi tudo junto e quando queremos ganhar este jogo e os outros todos, temos de fazer uma gestão cuidada e foi a minha escolha, mudar jogadores, deixar as pernas frescas e no fundo utilizar todos os momentos para crescer. Eu senti que o jogo estava muito difícil e que seria muito difícil para nós e o Sotiris o Nazinho e o Marsà têm mais 45 minutos na Champions. Eu sei o que eles podem fazer e no início da segunda parte estivemos bem. Tentámos criar e não conseguimos. Não foi porque eles estavam a jogar mal, porque a verdade é que começámos bem e de repente o jogo mudou completamente, quase nem tivemos tempo de adaptar-nos e ao intervalo falámos que havia dias assim e que tínhamos de pensar em frente e que não podíamos perder jogadores nem com amarelos nem vermelhos e que se tivéssemos de sofrer, sofremos todos.»

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