Ursula von der Leyen fala em "redes de tráfico" e pede o seu desmantelamento
A presidente da Comissão Europeia classificou a situação que está a ocorrer em Ceuta como “inaceitável”.
Na primeira reação à crise migratória em Espanha, depois da entrada de cerca de 50 mil migrantes a partir de Marrocos, Ursula von der Leyen afirmou que “não podemos permitir a ninguém que venha para a nossa União sem cumprir as nossas regras”.
A responsável máxima da União Europeia defende que estas “travessias perigosas devem parar imediatamente”.
“As redes de tráfico têm de ser desmanteladas. As deportações devem ser rápidas, como as nossas regras permitem”, acrescentou, referindo que pediu a dois comissários que acompanhem a situação.
Von der Leyen adiantou também que dois comissários europeus estão a acompanhar a situação: Magnus Brunner, com a pasta da Administração Interna e Migração, e Dubravka Suica, com a do Mediterrâneo.
Brunner tem por missão dar apoio operacional adicional a Espanha, inclusive através da Frontex (Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira) e Suica está em contacto com o seu Governo marroquino.
“Estou confiante de que a nossa estreita parceria com Marrocos ajudará a alcançar resultados concretos”, acrescentou Von der Leyen.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, pelo 24 pessoas morreram afogadas desde quinta-feira ao tentar entrar a nado em Ceuta, no norte da África, a partir de Marrocos.
Segundo as primeiras estimativas das autoridades policiais espanholas, citadas por diversos meios de comunicação de Espanha, podem ter cruzado para Ceuta cerca de 49.000 pessoas desde quinta-feira.
O Governo de Espanha não avançou até agora com um número oficial.
Vivem em Ceuta cerca de 83 mil pessoas, de acordo com os censos mais recentes da população.
