Ceuta decide não abrir creches até final de setembro

Agência Lusa , CM
31 ago, 22:49
Migrantes marroquinos Ceuta exclave Espanha (Bernat Armangue/AP)
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Das dezenas de milhares de pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta no final de julho, 5.000 permanecem na cidade e 1.200 são menores de idade, indicou Pedro Sánchez, que assegurou que a maioria será devolvida a Marrocos por não reunirem as condições para terem asilo. Por outro lado, houve já mais de 100 deportações no último mês de pessoas que cometeram crimes

O governo de Ceuta decidiu adiar esta segunda-feira a abertura das escolas infantis de titularidade municipal, para crianças até aos 3 anos, devido à situação na cidade espanhola desde a entrada de milhares de imigrantes no final de julho.

Numa comunicação, a Secretaria de Educação, Cultura e Juventude do Governo autónomo de Ceuta determinou que as escolas infantis Nossa Senhora de África e Juan Carlos I não iniciarão a sua atividade letiva com alunos pelo menos até 28 de setembro.

No caso da Escola Infantil Nossa Senhora de África, estão a ser ultimados os preparativos para a abertura, incluindo a limpeza, a colocação de mobiliário e os últimos detalhes de funcionamento.

Por seu lado, a Escola Infantil Juan Carlos I continua à espera da conclusão dos últimos trâmites administrativos relacionados com a adjudicação do serviço.

A Secretaria está a trabalhar para que ambos os centros possam abrir as suas portas com todas as garantias de segurança, qualidade e normalidade, agradecendo às famílias a sua compreensão e colaboração, adianta.

Das dezenas de milhares de pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta no final de julho, 5.000 permanecem na cidade e 1.200 são menores de idade, disse hoje o chefe do Executivo espanhol, Pedro Sánchez, que assegurou que previsivelmente a maioria será devolvida a Marrocos por não reunirem as condições para terem asilo.

Por outro lado, houve já mais de 100 deportações no último mês de pessoas que cometeram crimes, acrescentou.

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