Governo anuncia nova série de Certificados de Aforro

2 jun 2023, 21:44
Dinheiro (Pexels)

O novo produto financeiro permite agora a aplicação da poupança por um prazo mais longo, de 15 anos, mas oferece uma rentabilidade inferior

O Ministério das Finanças anunciou esta sexta-feira a criação de uma nova série de certificados de aforro, a "Série F", que terá a taxa base no seu lançamento de 2,5%, um ponto percentual abaixo do que a "Série E" estava a render. A nova série estará disponível na segunda-feira.

A taxa base aplicável à nova "série F" é determinada mensalmente, no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte. A estrutura de prémios de permanência crescentes começa em 0,25% entre o 2.º e o 5.º anos e permite atingir 1,75% adicionais à taxa base nos últimos 2 anos do prazo máximo de subscrição.

O valor mínimo para subscrição dos certificados de aforro mantém-se nos 100 euros, com o valor máximo a ser de 50.000 euros. 

O novo produto financeiro permite agora a aplicação da poupança por um prazo mais longo, de 15 anos.

Em comunicado, o Ministério das Finanças explica que o novo produto realinha a remuneração dos certificados de aforro com a remuneração das restantes fontes de financiamento do Estado.

"A nova Série permitirá a aplicação da poupança por um prazo mais longo, 15 anos, e prevê uma remuneração crescente ao longo do tempo, através de um 
prémio de permanência", pode ler-se na nota enviada pelo Ministério das Finanças.

A decisão surge pouco depois de ter sido suspensa a subscrição dos Certificados de Aforro da "Série E", numa altura em que este produto financeiro estava a ter elevada adesão. No final de abril, os portugueses tinham mais de 30 mil milhões de euros aplicados neste produto de poupança do Estado, o que colocava quase 15% da dívida pública em taxa variável nas mãos dos portugueses.

A corrida aos Certificados de Aforro tem sido tão grande que o Governo se viu obrigado a rever os limites de endividamento inscritos no Orçamento do Estado. Em despacho, o ministro das Finanças deu autorização ao IGCP para emitir até 16,6 mil milhões de euros em Certificados de Aforro este ano, cerca de 9,6 mil milhões de euros a mais face ao montante inicialmente previsto.

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