"Debandada" nas equipas de cuidados paliativos dos centros de saúde

Agência Lusa , AM
8 set 2025, 09:15
Ambiente hospitalar em tempos de pandemia

REVISTA DE IMPRENSA || A ausência de incentivos, de investimento e de reconhecimento é apontada como principal causa para a saída de profissionais

As equipas comunitárias de cuidados paliativos dos centros de saúde estão a perder profissionais para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde que oferecem incentivos financeiros, avança o jornal Público que dá conta de médicos e enfermeiros que asseguram apoio domiciliário a doentes em fim de vida abandonam estas estruturas devido às desigualdades salariais face às unidades de saúde familiar.

Mais de uma centena de profissionais assinou uma carta aberta enviada ao Ministério da Saúde, à Direção-Executiva do SNS e aos partidos políticos, alertando para o esvaziamento destas equipas. Os signatários defendem a transformação das atuais estruturas em unidades funcionais, o que permitiria contratualizar objetivos e atribuir incentivos remuneratórios.

Atualmente, as 33 equipas existentes cobrem apenas metade do território nacional e muitas não têm recursos mínimos para funcionar. O Observatório de Cuidados Paliativos já tinha alertado para a falta de médicos a tempo inteiro e para a incapacidade de dar resposta às necessidades da população.

A ausência de incentivos, de investimento e de reconhecimento é apontada como principal causa para a saída de profissionais. Apesar de existirem pareceres favoráveis, a criação de unidades funcionais continua por concretizar.

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