44 casos da variante Ómicron detetados em 11 países europeus

Andreia Miranda , notícia atualizada às 13:19
30 nov 2021, 11:13
Covid-19 redes
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Há outros seis casos em análise, ligados a grupos jovens e que estão sem sintomas ou apresentam sintomas leves

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O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças revelou, esta terça-feira, que foram confirmados 44 casos de infecção com a variante da covid-19 Ómicron em onze países da União Europeia.

Segundo o boletim do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, os países são a Áustria, a Bélgica, a República Chega, a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos, Portugal, Espanha e a Suécia.

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Fora da União Europeia, há ainda casos confirmados em outros nove países: Austrália, Botswana, Canadá, Hong Kong, Israel, Japão, África do Sul, Suíça e Reino Unido.

Numa conferência online, citada pela Reuters, Andrea Ammon afirmou que estão ainda em análise outros seis casos "prováveis", revelando que os casos confirmados são em grupos jovens e que estão sem sintomas ou apresentam sintomas leves.

“Para avaliar se (a Omicron) escapa da imunidade, ainda temos que esperar até que as investigações nos laboratórios, com análises de pessoas que se recuperaram, sejam realizadas. Espera-se que isso aconteça dentro de algumas semanas”, afirmou Ammon.

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Em Portugal existem 13 casos confirmados da nova variante, todos ligados ao Belenenses SAD, que terão surgido depois do jogador Cafu Phete de uma viagem recente à África do Sul de uma das pessoas infetadas.

Perante o avançar dos casos, esta terça-feira, a Suíça anunciou que Portugal entrou na lista de países de risco da Suíça e todos os viajantes com mais de 16 anos que cheguem ao país vão ter de apresentar um teste negativo e todos, crianças incluídas, vão ter de cumprir isolamento durante dez dias. Para além de Portugal, também Canadá, Nigéria e Japão foram adicionados à lista.

Já os Países Baixos, outro dos países com mais casos confirmados, anunciou esta terça-feira que a variante Ómicron foi detetada no país a 19 de Novembro, dias antes dos casos confirmados vindos nos voos da África do Sul.

Mundo abranda, cientistas procuram soluções

Esta nova variante genética do coronavírus, inicialmente identificada na África do Sul e em alguns países da África Austral, gerou preocupação no mundo, que rapidamente procurou uma solução.

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Cerca de 70 países e territórios colocaram restrições de tráfego aéreo para países africanos depois de ter sido descoberta a variante e houve mesmo quem fechasse a porta de entrada a todos os viajantes.

As farmacêuticas estudam agora se as vacinas disponíveis são ou não eficazes perante a nova ameaça, sendo que já se preparam para reformular a fórmula atual da vacina contra a covid-19. A Universidade de Oxford anunciou, esta terça-feira, que ainda não há provas de que a vacina não forneça altos níveis de proteção contra a doença grave provocada pela variante da Ómicron.

De acordo com a Reuters, os cientistas de Oxford dizem que existem as ferramentas e os processos necessários para, se for necessário, desenvolver rapidamente uma vacina contra a covid-19 atualizada.

A covid-19 provocou pelo menos 5.197.718 mortos mortes em todo o mundo, entre mais de 260,81 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.430 pessoas e foram contabilizados 1.144.342 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o “elevado número de mutações” pode implicar uma maior infecciosidade.

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