Covid-19: Bruxelas adverte que “próximos meses serão difíceis” com vaga de Ómicron

Agência Lusa , DCT
15 dez 2021, 16:29
Stella Kyriakide, comissária europeia da Saúde
Stella Kyriakide, comissária europeia da Saúde

“Precisamos do máximo respeito pelas medidas de saúde pública, combinado com um rápido aumento da vacinação de reforço para enfrentar a Ómicron", disse Stella Kyriakides

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A comissária europeia da Saúde advertiu nesta quarta-feira que “os próximos meses serão difíceis” ao nível da pandemia da covid-19, pois “é provável que a [nova variante] Ómicron venha numa grande vaga”, e reiterou o apelo à vacinação.

Reagindo à avaliação de risco hoje publicada pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC), que alerta para o risco “muito elevado” que representa a nova variante e recomenda medidas “fortes e urgentes” para prevenir a sua propagação, a comissária Stella Kyriakides comentou que, com o aproximar da época festiva, os cidadãos europeus não devem baixar as guardas, pois “é provável que a Ómicron venha numa grande vaga, trazendo uma pressão renovada sobre os sistemas de saúde”.

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Enquanto aprendemos mais sobre a Ómicron, é evidente que uma maior transmissibilidade levará a um rápido aumento dos casos nas próximas semanas. O ECDC é claro: um aumento dos casos trará hospitalização adicional, internamentos nas unidades de cuidados intensivos e perda de vidas”, sublinhou.

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Repetindo a ideia já deixada esta manhã pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, num discurso no Parlamento Europeu, de que a Europa está “mais bem preparada agora” para enfrentar a pandemia, a comissária insistiu, todavia, que é possível “fazer muito melhor”, e reiterou os apelos à intensificação rápida da vacinação, incluindo as doses de reforço.

“Precisamos do máximo respeito pelas medidas de saúde pública, combinado com um rápido aumento da vacinação de reforço para enfrentar a Ómicron. Demasiados Estados-membros ainda estão atrasados e quatro ainda estão abaixo dos 50% da taxa de vacinação total da população total. Isto é muito preocupante”, disse.

A concluir, a comissária Kyriakides alertou que “os Estados-Membros precisam de tomar as decisões corretas com base na ciência e tendo a saúde pública como uma prioridade” e “todos precisam de planear imediatamente o aumento da capacidade de cuidados de saúde, assegurar que as medidas de saúde pública sejam reintroduzidas e reforçadas, e que as vacinações sejam rapidamente aumentadas”.

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Ómicron deverá ser dominante já no início de 2022

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças considerou esta quarta-feira que a nova variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2 representa um risco “muito elevado” e exige medidas “urgentes e fortes”, de modo a proteger os sistemas de saúde.

Numa avaliação de risco atualizada esta quarta-feira publicada, o ECDC aponta que a Ómicron deverá suceder à Delta como a variante dominante na União Europeia (UE) no início de 2022, até porque já se assiste a transmissão comunitária dentro da Europa, e sublinha que os dados preliminares disponíveis não descartam “uma redução significativa da eficácia das vacinas” contra esta estirpe.

Desse modo, e porque os países da UE ainda enfrentam o impacto severo da vaga da variante Delta, “um novo aumento das hospitalizações poderá rapidamente sobrecarregar os sistemas de saúde”, pelo que o ECDC considera que o risco do impacto da sua propagação é “muito elevado”.

“Com base nas provas limitadas atualmente disponíveis, e dado o elevado nível de incerteza, o nível global de risco para a saúde pública associado à emergência e propagação da variante Ómicron é avaliado como muito elevado”, assume então o centro europeu, que recomenda uma “ação urgente e forte” para reduzir a transmissão do vírus, “a fim de aliviar a já pesada carga sobre os sistemas de saúde e proteger os mais vulneráveis nos próximos meses”.

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Segundo o ECDC, é necessária “uma rápida reintrodução e reforço das intervenções não-farmacêuticas” para reduzir a transmissão da variante Delta em curso e retardar a propagação da variante Ómicron, mantendo sob controlo a carga sobre os cuidados de saúde.

Tal como tem sucedido há quase dois anos, desde que a covid-19 atingiu a Europa no primeiro trimestre de 2020, a resposta da UE à pandemia volta a ser um dos assuntos dominantes da cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27 que se celebra na quinta-feira em Bruxelas, numa altura em que muitos Estados-membros voltaram a impor restrições para conter a propagação do vírus e que a nova variante Ómicron já foi detetada em vários países europeus, incluindo Portugal.

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