Caso Gémeas: CDU recusa fazer “aproveitamento político” e espera rápida apuração dos factos

Agência Lusa , MJC
6 jun, 12:12
Paulo Raimundo e João Oliveira, da CDU, em campanha em Guimarães (Lusa/Fernando Veludo)

Não há boas nem más alturas para a justiça avançar. É a altura que é e é preciso que rapidamente se esclareça tudo o que for preciso esclarecer”, disse, disse Paulo Raimundo

O cabeça de lista da CDU às eleições europeias recusou fazer “aproveitamento político” das buscas que estão a ser feitas pela PJ sobre o caso das gémeas, pedindo uma rápida apuração dos factos.

Em declarações aos jornalistas antes de uma sessão da CDU na Maia, no distrito do Porto, João Oliveira disse ser “absolutamente essencial que a investigação criminal faça o seu trabalho e se conclua a investigação e o apuramento dos factos nos termos em que o regime democrático o impõe”.

“Da nossa parte, sempre recusámos fazer política com casos judiciais e, também neste caso, não o faremos”, afirmou. O candidato disse que espera que a investigação faça o apuramento dos factos para que, no final, se possa saber “exatamente aquilo com que se está a lidar”.

“Da nossa parte, aquilo que verdadeiramente temos como objetivo é garantir que haja em Portugal confiança no funcionamento da Justiça (…) e é preciso que não se faça aproveitamento político de casos judiciais, porque isso naturalmente não serve nem à justiça, nem à política”, defendeu.

Também o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, disse aos jornalistas que o partido espera o rápido esclarecimento dos factos, recusando associar a investigação que está hoje a ser feita com o facto de se estar a três dias das eleições europeias. “Não há boas nem más alturas para a justiça avançar. É a altura que é e é preciso que rapidamente se esclareça tudo o que for preciso esclarecer”, disse.

Questionado se acha que o parlamento deveria ir mais longe na investigação deste caso, Paulo Raimundo considerou que o que a Assembleia da República tem de fazer “é garantir as condições legislativas, os meios humanos e técnicos que a justiça cumpra o seu papel”. “Esse é que é o papel do parlamento, não é fazer investigação. A investigação está bem atribuída à Polícia Judiciária. Não estou a ver agora que se transforme a Assembleia da República num órgão de investigação”, salientou.

Já interrogado se acha que o Presidente da República deveria ser ouvido no parlamento, o líder comunista respondeu: “Não me parece que seja esse o caminho, sinceramente”.

“Se nós queremos que a justiça avance, que desenvolva a sua investigação, dentro da normalidade e dentro dos prazo da justiça, acho que tudo o que seja criar burburinho para atrasar esse processo, não ajuda, desajuda”, disse, salientando que o grande problema é que a maioria do povo português “não tem condições financeiras” para aceder à justiça.

“Isto é que é preciso resolver. Está aí uma boa deixa para o parlamento resolver, coisa que não tem feito e não é por falta de proposta nossa, mas por falta de vontade do PS e PSD, que têm barrado sempre essas opções”, criticou.

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