Governo "não está a ponderar" vacinar as crianças, revela CDS

23 nov, 17:54

Francisco Rodrigues dos Santos diz que a prioridade do executivo é a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 aos mais idosos, justificando a decisão de não vacinar a faixa etária dos 5 aos 11 anos com a baixa letalidade

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Francisco Rodrigues dos Santos revelou, nesta terça-feira, que o Governo "não está a ponderar" vacinar as crianças dos 5 aos 11 anos contra a covid-19.

À saída da reunião em São Bento, o líder do CDS disse aos jornalistas que o Governo se comprometeu antes a priorizar a administração da terceira dose da vacina aos mais idosos, justificando a decisão de não vacinar a faixa etária dos 5 aos 11 anos com a baixa letalidade, apesar de ser o grupo com a maior incidência de casos no momento.

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O líder do CDS afirmou, também, que o partido “não acompanha o ritual do medo e histeria coletiva” em torno da fase atual da pandemia, pois os dados fornecidos pelos especialistas “não revelam um impacto preocupante” no número de internamentos e de mortes.

Rodrigues dos Santos vincou, ainda, que “não há nenhuma razão plausível para o alarme social”, e apontou as contradições de António Costa.

“Foi o próprio primeiro-ministro que, em julho, disse que haveria uma libertação total depois de atingirmos a imunidade de grupo, e, agora, incoerentemente, veio dizer que os portugueses não podem viver à sombra da vacinação. Estas incongruências não são aceitáveis”, atirou.

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O líder centrista disse que, para o CDS, “o único caminho possível” para reduzir o número de infetados é apostar no reforço da administração da terceira dose da vacina na população de risco.

Temos todas as condições para continuar a acreditar neste método ao qual as pessoas aderiram”, elencou.

Em modo de ataque, Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que o Governo “não pode continuar a desviar atenções perante os sinais de rutura do SNS”, e apelou ao executivo para “não se esquecer” dos doentes não-covid.

Neste sentido, aproveitou para publicitar a solução do partido para resolver o problema das consultas e cirurgias adiadas, que passa por recorrer ao setor social, que o Governo, “por teimosia e incapacidade de gestão”, ainda não adotou.

“O nosso SNS, por si só, não tem mãos a medir e não consegue responder a esta ameaça”, sublinhou.

Rodrigues dos Santos reforçou que o partido “acompanha as preocupações das autoridades de saúde”, nomeadamente no que diz respeito aos aglomerados em público e ao reforço da testagem, mas deixou um alerta.

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“Tudo aquilo que significar uma ‘marcha-atrás’ na recuperação do país (…) não tem justificação”, considerou.

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