Catarina Martins assina carta aberta da esquerda europeia pelo reconhecimento da Palestina

Agência Lusa , JGR
1 jun, 22:03
Catarina Martins (António Cotrim/LUSA)

O documento é assinado por vários candidatos ao Parlamento Europeu nas eleições do próximo dia 9: Irene Montero, do espanhol Podemos, Jonas Sjöstedt, do Partido de Esquerda da Suécia, Li Andersson, do Partido de Esquerda da Finlândia, e Manon Aubry, do partido França Insubmissa

A cabeça de lista do BE para as eleições europeias está entre as subscritoras de uma carta aberta assinada por vários candidatos da esquerda europeia que prometem defender o reconhecimento da Palestina e sanções a Israel.

“Esta é a nossa promessa eleitoral europeia à Palestina: levantar em Bruxelas a exigência do reconhecimento da Palestina e de sanções contra Israel - e lutar por ela até que seja alcançada. Quem pensa que a União Europeia deveria contribuir melhor para uma paz justa e duradoura no Médio Oriente, deve aproveitar as eleições europeias para votar - também pela Palestina”, lê-se na carta aberta, divulgada pelo partido.

O documento é assinado por vários candidatos ao Parlamento Europeu nas eleições do próximo dia 9: Irene Montero, do espanhol Podemos, Jonas Sjöstedt, do Partido de Esquerda da Suécia, Li Andersson, do Partido de Esquerda da Finlândia, e Manon Aubry, do partido França Insubmissa.

Entre os subscritores estão ainda Massimiliano Smeriglio, da Aliança Verde e Esquerda, de Itália, por Per Clausen, da Aliança Vermelha-Verde, oriunda da Dinamarca e Tania Mousel, do partido luxemburguês A Esquerda.

No texto lê-se que “o mundo está a assistir a um brutal massacre genocida e à fome da população civil em Gaza”, que já provocou milhares de mortes, e “uma campanha militar hedionda que também levou à morte de muitos reféns israelitas”.

“A UE é o maior mercado de exportação de Israel. A guerra de Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] depende do seu acesso privilegiado e isento de impostos ao mercado único da UE. Sem isso, Israel não poderia manter a ocupação brutal dos palestinianos. A UE pode, assim, optar por desempenhar um papel decisivo para pôr termo à carnificina e criar uma paz duradoura tanto para os palestinianos como para os israelitas”, defendem.

Para que tal aconteça, lê-se no texto, é preciso “vontade política”.

Os oito candidatos criticam fortemente a União Europeia por “continuar a exportar armas para Israel”.

“Isto simplesmente não está correto, e temos de mudar esta situação. Os membros do Governo israelita que são, ou se suspeita que sejam, responsáveis por crimes de guerra têm de ser sancionados. O acordo de associação UE-Israel deve ser suspenso - de acordo com as suas disposições sobre o respeito pelos direitos humanos”, lê-se no texto.

Países como a Espanha, Irlanda ou Noruega já reconheceram o estado da Palestina mas estes candidatos da esquerda europeia, entre eles a cabeça de lista bloquista, apelam a que os restantes membros da União Europeia que ainda não o fizeram, se juntem a eles, o que inclui Portugal.

“Além disso, consideramos que a UE no seu conjunto deve também tomar a decisão lógica de reconhecer a Palestina como um Estado, a fim de contribuir para uma solução de dois Estados, em que israelitas e palestinianos possam viver em paz lado a lado”, lê-se no texto.

A defesa do reconhecimento do Estado da Palestina e o apelo a sanções a Israel têm sido um dos temas principais da campanha do BE para as eleições europeias.

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