Vereador do PSD que perdeu as autárquicas para Rui Moreira reage à absolvição do autarca sublinhando que o MP pode recorrer

Agência Lusa , DCT
21 jan, 18:43
Vladimiro Feliz em campanha no Porto

Presidente da Câmara do Porto foi absolvido. Vladimiro Feliz foi muito crítico da recandidatura de Moreira, tendo dito que “a honra, a transparência e a dignidade do exercício de funções políticas” exigiam que o independente fizesse “uma séria reflexão”

O vereador do PSD Vladimiro Feliz disse esta sexta-feira que, por estar “a trabalhar”, não teve hipótese de acompanhar o processo Selminho, mas frisou que a sentença “deve ser olhada como mais uma fase do processo”. “Estou a trabalhar, como tal, sem oportunidades para acompanhar as últimas evoluções do processo. Quando estiver na posse de mais dados, poderei pronunciar-me sobre o tema com seriedade e rigor”, afirmou Vladimiro Feliz, em resposta escrita à Lusa.

Ainda assim, o vereador do PSD vincou que a sentença esta sexta-feira conhecida “deve ser olhada como mais uma fase do processo” e lembrou que “ambas as partes podem recorrer”. “Hoje cumpriu-se mais uma etapa do conhecido Caso Selminho”, reiterou o vereador do PSD, destacando que já se pronunciou “sobre o tema no passado e os portuenses escolheram o presidente” Rui Moreira nas eleições autárquicas de outubro de 2021.

Vladimiro Feliz foi crítico da recandidatura de Moreira, tendo dito, em maio de 2021, que “a honra, a transparência e a dignidade do exercício de funções políticas” exigiam que o independente fizesse “uma séria reflexão”. Sobre o processo, o social-democrata diria, a 15 de outubro do mesmo ano, depois de firmado o acordo de governação com o movimento independente de Rui Moreira na Câmara do Porto, que “os portuenses escolheram o movimento [independente] ‘Aqui Há Porto’ para liderar os destinos da cidade” e que era preciso “respeitar os resultados eleitorais”. “Para que a cidade não sofra com instabilidade, nós temos de assegurar a governabilidade e é apenas e só isso que estamos a fazer”, prosseguiu.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, foi esta sexta-feira absolvido no processo Selminho, no qual estava acusado de prevaricação por favorecer a imobiliária da família, de que era sócio, em detrimento do município portuense. Na leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal de São João Novo, no Porto, a presidente do coletivo de juízes, Ângela Reguengo, disse que, em julgamento, não ficou provado que o autarca tenha dado instruções ou agido com o propósito de beneficiar a Selminho.

Segundo a juíza, também não ficaram provados os factos ilícitos que constam da acusação do Ministério Público (MP), que, nas alegações finais, tinha pedido a condenação do autarca a uma pena suspensa e à perda deste mandato.

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