Acusados do caso Cashball seguem para julgamento

20 mai, 13:06
Sala de audiências

Juiz considera fortemente indiciado que os suspeitos terão elaborado um esquema para beneficiar o Sporting no campeonato de andebol

O tribunal de instrução criminal do Porto, numa decisão a que a TVI/CNN Portugal teve acesso, pronunciou para julgamento os três arguidos que estavam acusados no caso Cashball, por corrupção desportiva, num total de 14 crimes.

Trata-se dos empresários João Gonçalves e Paulo Silva e do ex-funcionário do Sporting Gonçalo Rodrigues.

O juiz considera fortemente indiciado que terão levado a cabo um esquema de corrupção para beneficiar o Sporting no campeonato de andebol.

O Sporting não chegou a ser pronunciado na acusação, desfecho que já era conhecido desde novembro de 2020, altura em que ficou concluída a investigação. André Geraldes, ex-diretor-geral dos leões e atual presidente da SAD do Estrela da Amadora, também foi, na altura, ilibado das acusações de corrupção.

A investigação deste caso teve o seu fim em novembro do ano passado, dois anos e meio depois do seu início. O relatório concluiu, entre outros factos, que Paulo Silva, empresário que em março de 2018 denunciou o caso, abordou dois árbitros de andebol, em 2017, oferecendo-lhes 2.500 euros, com a intenção de os levar a beneficiar o Sporting em jogos com o ABC de Braga e o FC Porto.

Paulo Silva assumiu ter sido mandatado, através de intermediários, para corromper árbitros de andebol e jogadores de futebol adversários, de modo a favorecerem o Sporting.

No que se refere ao futebol, o documento, concluiu que Paulo Silva terá oferecido a Leandro Freire, jogador do Desportivo de Chaves, 25 mileuros para que este prejudicasse o seu clube nos dois jogos com o Sporting, “proposta que não foi aceite”.

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