Casal que se fazia passar por oficiais da GNR foi detido pela PSP. Tinham fardas e documentos também dos bombeiros, INEM e Proteção Civil

26 out, 10:08

PSP deteve os suspeitos em flagrante delito, pela prática dos crimes de abuso de designação, sinal ou uniforme. Quando foram fazer buscas, os polícias viram que os suspeitos tinham muito mais uniformes

A PSP de Leiria deteve, em flagrante delito, na segunda-feira, um homem com 34 anos e uma mulher de 38 anos de idade, pela prática dos crimes de abuso de designação, sinal ou uniforme. A informação foi divulgada pelas autoridades na sua página de Facebook, com algumas imagens do material apreendido.

Na publicação, a PSP explica que teve conhecimento que "um casal andaria a fazer-se passar por Oficiais da GNR, exibindo carteiras profissionais típicas daquela Força Segurança" e que, em seguida, foram encetadas diligências "para apurar a identificação dos suspeitos e reunir a prova necessária para aferir a sua responsabilidade criminal".

Na segunda-feira, foi possível localizar "os suspeitos e em flagrante delito procederam à sua abordagem e consequente detenção, após os mesmos, numa situação de cariz particular, se terem identificado como oficiais da GNR, mediante exibição de carteiras profissionais iguais às que são usadas por aquela Força de Segurança".

A PSP de Leiria explica ainda que "após a detenção promoveu a realização de buscas domiciliária e não domiciliária (viatura), tendo procedido à apreensão de um vasto leque de fardamento policial adstrito à GNR, divisas, insígnias, equipamento técnico e tático-policial (bastões policiais e de ordem pública), algemas, coldres, emissores/recetores (rádios), reprodução de arma de fogo (pistola), luz STROBE de cor azul (utilizada para trânsito de viaturas policiais em marcha de urgência), inúmeros cartões profissionais daquela Força de Segurança e de outras instituições de emergência e socorro, designadamente, Bombeiros, INEM e Proteção Civil, bem como diversas peças de fardamento relativas a estas instituições".

Ou seja, os suspeitos não se fariam apenas passar por Oficiais da GNR.

Acabou também por ser localizada e apreendida "na residência dos detidos, uma arma de fogo longa (vulgo espingarda), para a qual nenhum dos visados está legalmente habilitado com Licença de Uso e Porte, cometendo por este motivo o crime de detenção ilegal de arma de fogo".

Devido a esta situação, a PSP recomenda "que não deixem de respeitar as ordens ou indicações emitidas pelos profissionais das Forças de Segurança, fardados ou à civil, desde que façam prova legal e legitima dessa qualidade. Em caso de dúvida relativamente à ação ou à legitimidade destes profissionais aconselha-se o contacto imediato à Força de Segurança territorialmente competente".

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