Emocionado, Filipe Martins não esquece passado: de Ruben Amorim, ao pai e à mulher

15 mai, 13:18
Filipe Martins

Treinador do Casa Pia esteve internado durante a época

O treinador do Casa Pia, Filipe Martins, abordou a subida do Casa Pia à Liga e, em declarações à Sport TV, lembrou não só o passado do clube que orienta, no qual realçou o trabalho de Carlos Pires, Ruben Amorim e Luís Loureiro, mas também dos momentos em que esteve internado, devido a complicações derivadas da Covid-19. No final, o técnico deixou mesmo uma palavra de grande agradecimento à mulher.

«Não foi uma época fácil, para mim e para a minha família. Mas tinha outra família que me estava a puxar, que é esta que está a festejar agora. Curiosamente tudo começou aqui neste estádio, há dois anos, a 14 de setembro de 2020. Propusemo-nos a uma coisa que, muitos pensavam que até na permanência não teríamos sucesso, mas na nossa cabeça sabíamos o que queríamos. Tive a felicidade de ser o escolhido por um grande clube, com uma história ímpar no futebol português, e por um grupo investidor que acreditou no que viu. Hoje estamos a colher frutos de tudo aquilo que muita gente trabalhou. Horas e horas para que isto acontecesse. Criámos uma equipa muito boa a nível técnico, mas também humano. Faltam-me as palavras para descrever isto. A alegria daqueles homens, muita gente achou que não íamos ter estofo. Levámos muita daquela gente que nunca imaginou sair do Pátio da Bandeira rumo à primeira.»

«Moro relativamente perto. Sempre que tinha possibilidade e sempre tive amigos meus que trabalharam no Casa Pia. O Carlos Pires, ex-diretor, a quem quero dar um abraço porque ele também foi responsável pela oportunidade de o Casa Pia estar nas ligas profissionais. Ele, o Ruben Amorim, o próprio Luis Loureiro que acabou o projeto. A todas essas pessoas e o presidente, que manteve o clube estável e sério. A história do Casa Pia não são dois anos. Há um novo paradigma, mas houve muita gente que trabalhou no passado para que pudéssemos estar aqui a festejar. Estive sempre muito próximo.»

«Casa Pia e Rio Ave foram as melhores equipas? Quando se faz um campeonato de 34 jornadas, as tabelas pouco mentem. Dar os parabéns ao Rio Ave por ser campeão, esse era o nosso objetivo também. Mas acima de tudo, era subir de divisão. Um pouco camuflado ao início, assumo, porque havia muita gente a vir do terceiro escalão e isso às vezes influencia. Queria muito que o meu pai me visse de novo na Liga e ele conseguiu ver. Não está a passar por uma fase fácil e vai superar novamente. E agradecer à grande mulher que tive. Nunca me abandonou nos momentos difíceis, sempre ao meu lado quando estive numa cama de hospital.»

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