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Casa Branca vai passar a escolher os jornalistas que podem ir às conferências de Trump

CNN Portugal , DCT
26 fev 2025, 09:21
Casa Branca

Depois de ter proibido o acesso à Associated Press, a presidência vai mais longe. Já há quem fale numa medida que vai "destruir a independência de uma imprensa livre"

A Casa Branca vai passar a decidir quais os meios de comunicação social que participarão no grupo de imprensa que cobre a agenda de Donald Trump, aquilo que as principais agências de notícias chamam “tomada de controlo sem precedentes” que rompe uma forma “independente” de cobrir noticiosamente a presidência. 

A medida, anunciada esta terça-feira por Karoline Leavitt, porta-voz do presidente norte-americano, surge após a decisão do governo Trump de proibir a Associated Press de fazer parte do grupo de imprensa porque a agência recusou-se a referir o Golfo do México como Golfo da América. 

A Associated Press já avançou com um processo contra três funcionários da administração Trump por barreiras ao acesso a eventos presidenciais, citando o direito à liberdade de expressão, relata a CBS News. No entanto, esta segunda-feira, um juiz federal negou o pedido da Associated Press para voltar a ter de imediato o acesso total aos eventos do presidente.

Durante quase um século, era a Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), fundada em 1914, que criava uma pool de jornalistas para fazer a cobertura da agenda do presidente norte-americano, sobretudo nos espaços mais pequenos da Casa Branca, como a Sala Oval, ou até mesmo no avião presidencial Air Force One.

Eugene Daniels, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, diz que a decisão “destrói a independência de uma imprensa livre”, cita a Reuters, que faz parte da WHCA.

Com este novo sistema, os jornalistas selecionados pelo gabinete de imprensa da Casa Branca - e podem ser de meios de comunicação de televisão ou rádio, de agência, jornais e ate fotojornalistas - cobrem os eventos na Casa Branca e partilham as suas reportagens com os restantes meios de comunicação. Leavitt classificou a mudança como uma modernização, defendendo que, por ser a Casa Branca a escolher a imprensa a estar presente, seria mais inclusiva e restauraria o “acesso de volta ao povo americano”.

Segundo a Casa Branca, os canais televisivos ABC News, CBS News, CNN, Fox News e NBC News continuarão a fazer parte dos meios de comunicação permitidos, mas a Casa Branca quer também abrir portas a plataformas de streaming, de modo a que a divulgação dos vídeos seja mais abrangente.

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