Falta "brutal" de examinadores e instrutores deixa mais de 15 mil alunos à espera para tirar a carta de condução

31 out, 07:38
Nova Carta de Condução

REVISTA DE IMPRENSA. Porto é o distrito com mais provas pendentes

Até 1 de outubro, havia registo de pelo menos 15.214 exames pedidos por escolas de condução, alunos autopropostos (renovações) e para reconhecimento de títulos estrangeiros. Os dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) foram revelados na edição do Jornal de Notícias (JN) desta segunda-feira. 

Deste total, a maioria (12.881) são exames de condução e 2.333 são provas teóricas. De acordo com a estatística no site do IMT, há quem esteja à espera meses ou até anos: 4.723 aguardam há mais de três meses, 105 há mais de quatro anos. Porque é que isto acontece? Devido à "falta brutal" de examinadores e instrutores, explicam a Automóvel Clube de Portugal (ACP) e a Associação Portuguesa de Escolas de Condução (APEC).

Ao JN, o IMT confirmou os atrasos nos exames teóricos e práticos, tanto nos seus centros como nos privados, que resultam, em parte, das medidas aplicadas durante a pandemia. Em concelhos onde a oferta de centros é reduzida ou exclusiva ao IMT, "verifica-se um constrangimento adicional da capacidade de oferta", assume o instituto. Para tentar colmatar esta tentativa espera, o IMT tem reforçado equipas locais com a deslocalização de examinadores de outros distritos e estão a ser formados novos profissionais. 

O distrito do Porto é o que tem mais provas pendentes no continente. Até 1 de outubro, eram 2.261, a maioria exames práticos de condução (2.129). A maior parte dos alunos (1.815) espera até três meses, mas 422 aguardam entre 100 e 399 dias. Em Lisboa, há registo de 1.791 exames pendentes (1.682 de condução), sendo que mais de 1.000 alunos aguardam há mais de três meses. Faro, Viana do Castelo, Santarém e Beja são os outros distritos com mais provas pendentes - respetivemente, 1.372, 1.291, 1.503 e 1.076. 

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