Criação da carreira de técnico auxiliar saúde não ficará concluída este ano, diz ministro

Agência Lusa , CE
8 nov, 20:10
Manuel Pizarro (Lusa/Tiago Petinga)

Manuel Pizarro garantiu, no entanto, que as negociações vão começar ainda em 2022

O ministro da Saúde admitiu esta terça-feira que não será possível concluir a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde até final do ano, apesar de estar inscrito no programa do Governo.

“Vamos começar as negociações ainda este ano, mas não vamos terminar a criação da carreira este ano”, disse Manuel Pizarro na audição conjunta das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e da Saúde sobre o Orçamento do Estado para 2023.

No final de setembro, a Associação Portuguesa dos Técnicos Auxiliares de Saúde (APTAS) apelou para a retoma das negociações com o Governo sobre a criação desta carreira, que estava prevista no Orçamento do Estado para 2022.

“As negociações estavam para começar na segunda quinzena de setembro e ficaram adiadas com a mudança na tutela da Saúde”, explicou à Lusa, na altura, o presidente da assembleia geral da APTAS, João Fael.

O responsável explicou ainda que na anterior legislatura o grupo de trabalho “ouviu muitas entidades, ordens profissionais, sindicatos, a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares e outras entidades”, sublinhando que “esse trabalho é aproveitado, não é deitado fora”.

“Estou convencido de que o que falta é acertar a parte sempre difícil das tabelas remuneratórias de quem efetivamente entrará para a carreira”, afirmou na altura João Fael, manifestando esperança de que se conseguisse terminar o processo até final do ano, o que o ministro hoje disse não ser possível.

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