Fernando Pimenta: «Los Angeles2028? Quero desfrutar do processo até lá chegar»

31 ago, 17:29
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Campeão mundial nas provas de K1 1.000 e K1 5.000 metros destaca qualidade da atual geração da canoagem portuguesa. «Temos aqui uma grande geração e é continuar a trabalhar», disse

A comitiva portuguesa que participou nos mundiais de canoagem na Polónia chegou na tarde desta segunda-feira a Portugal, tendo sido recebida em grande no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, por algumas centenas de pessoas, entre familiares, amigos e adeptos.

O campeão mundial nas provas de K1 1.000 e K1 5.000 metros, Fernando Pimenta, de 37 anos, considerou que a temporada correu de forma tranquila, com uma fase final de preparação que lhe permitiu chegar à Polónia fisicamente bem e confiante. «Consegui esta dobradinha», resumiu, destacando em particular o triunfo nos 1.000 metros, obtido em disputa renhida, além da superioridade que sentiu na prova de K1 5.000 metros.

Sobre uma eventual medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Los Angeles2028, Pimenta preferiu não antecipar resultados. «Quero desfrutar do processo até lá chegar», disse, realçando que lidera atualmente o ranking de apuramento olímpico, a par do representante australiano.

O atleta português lembrou que a preparação exige dedicação diária ao longo de todo o ano. «São sete dias por semana dedicados ao treino», afirmou, sublinhando que os momentos de festa como o desta segunda-feira acabam por ser breves face ao esforço investido.

Fernando Pimenta disse ainda que já não se move «só por causa das medalhas», mas sim pelo impacto emocional que a sua carreira tem gerado junto do público português. Disse ainda encontrar motivação aos objetivos de médio e longo prazo e às pessoas próximas, incluindo os filhos, recordando o impacto emocional que sentiu depois dos Jogos Olímpicos de Paris2024.

Além disso, Pimenta recordou ainda as condições adversas enfrentadas no início do ano, marcado por tempestades que danificaram árvores e telhados na região onde treina, obrigando-o a adaptar a preparação para continuar a treinar no rio. «Não queríamos apresentar desculpas», afirmou, sublinhando o peso emocional de conciliar estágios longos e treinos exigentes com a vida familiar. Falou ainda dos calos nas mãos, resultantes do esforço, dizendo que são como «medalhas invisíveis que vão ficar».

«Temos aqui uma grande geração e é continuar a trabalhar», concluiu, ao abordar a atual geração da canoagem portuguesa.

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