Componentes da canábis podem prevenir a covid-19, revela estudo

13 jan, 10:09

Investigadores encontraram dois componentes da canábis que impediram o Sars-CoV-2 de infetar células humanas

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Dois componentes presentes na canábis conseguiram impedir o Sars-CoV-2 - vírus que causa a covid-19 - de penetrar em células humanas saudáveis.

Estas são as conclusões de uma experiência feita em testes de laboratório por uma equipa de investigadores da Oregon State University, nos Estados Unidos, que partilharam a informação num estudo publicado na revista académica Journal of Nature Products, na segunda-feira. 

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O estudo conclui que dois ácidos canabinóides comummente encontrados no cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa) conseguem ligar-se à proteína "spike" do coronavírus -  a estrutura usada pelo Sars-CoV-2 para invadir as células humanas. Ao se ligarem a esta proteína, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infete as células humanas.

"Estes ácidos canabinóides são abundantes no cânhamo e em muitos extractos de cânhamo”, começa por referir Richard van Breemen, o investigador que liderou o estudo, na apresentação das conclusões.

Mas como é que esta descoberta pode prevenir a covid-19? De acordo com o investigador, os componentes "podem ser ingeridos oralmente" e "têm um bom perfil de segurança nos seres humanos" - são precursores para substâncias como o CBD, que já é utilizado em suplementos alimentares e cosméticos.

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"Estes canabinóides, isolados ou em extratos de cânhamo, têm o potencial de prevenir e tratar a infeção por SARS-CoV-2”, conclui o estudo.

De referir que a proteína Spike é o alvo das principais vacinas disponíveis até ao momento contra a covid-19, como também das terapias com anticorpos. Embora seja necessária mais investigação, os cientistas acreditam, segundo este estudo, que os ácidos canabinóides podem ser usados em medicamentos para prevenir ou tratar a covid-19.

Eficaz contra pelo menos duas variantes

Os investigadores acrescentam que os compostos estudados bloquearam a ação de variantes da covid-19 como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).

“A nossa investigação mostrou que os componentes do cânhamo eram igualmente eficazes contra as variantes do SARS-CoV-2, incluindo a variante B.1.1.7, que foi detetada pela primeira vez no Reino Unido, e a variante B.1.351, detetada pela primeira vez na África do Sul”, avança ainda o investigador, reconhecendo que podem surgir variantes resistentes aos ácidos do cânhamo.

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