Cargueiro que transporta cereais ucranianos esteve encalhado no canal do Suez

Agência Lusa , PF
9 jan, 08:10
Canal do Suez (AP)

A Leth Agencies disse que a embarcação MV Glory encalhou perto da cidade de Qantara, no lado oeste do canal. Horas depois, a mesma empresa confirmou que o navio já havia sido desencalhado e que se esperam "ligeiros atrasos" no tráfego

Um navio de carga encalhou esta segunda-feira no canal de Suez, disse a Leth Agencies, uma empresa que presta serviços no canal que atravessa o Egito, uma das rotas marítimas mais movimentadas do comércio mundial.

A Leth Agencies disse que a embarcação MV Glory encalhou perto da cidade de Qantara, no lado oeste do canal do Suez, na província de Ismailia, no noroeste do Egito. Horas depois, citada pela agência Reuters, a mesma empresa confirmou que o navio já tinha sido desencalhado, e que se esperavam apenas "ligeiros atrasos" no tráfego.

Segundo o Centro de Coordenação Conjunto, sediado em Istambul, responsável pela supervisão das exportações de cereais ucranianos, o MV Glory transporta mais de 65 mil toneladas de milho da Ucrânia com destino à China.

Em março de 2021, o Ever Given, um navio porta-contentores de quase 200 mil toneladas, encalhou na margem leste do canal durante uma tempestade de areia.

O navio bloqueou durante seis dias a principal rota de tráfego entre a Europa e a Ásia, onde passa cerca de 10% do comércio marítimo mundial.

A operação de resgate custou a vida de um agente da Autoridade de Gestão do Canal de Suez.

Em maio, o Presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, aprovou um plano para ampliar e aprofundar ainda mais a parte sul do canal em que o navio ficou preso.

De acordo com a operadora, o Egito perdeu até 15 milhões de dólares (14 milhões de euros) por dia devido ao bloqueio, enquanto as seguradoras estimaram em milhares de milhões de dólares as perdas diárias para o comércio marítimo mundial.

Em julho, o canal de Suez anunciou um lucro recorde de sete mil milhões de dólares (6,6 mil milhões de euros) no ano fiscal de 2021-2022, depois de aumentar repetidamente as taxas de trânsito de navios.

África

Mais África

Mais Lidas

Patrocinados