Fernando Medina dá conferência pelas 17:30 para esclarecer suspeitas de corrupção na Câmara de Lisboa

19 jan, 17:18
Fernando Medina na Comissão de Orçamento e Finanças (José Sena Goulão/Lusa)

Está marcada uma conferência de imprensa

O ministro das Finanças, Fernando Medina, convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa esta quinta-feira às 17:30 para esclarecer as suspeitas de um esquema que alegadamente envolveu a Câmara de Lisboa entre os anos de 2015 e 2016, na altura em que António Costa saiu e Fernando Medina assumiu a presidência da autarquia

A TVI/ CNN Portugal revelou na quarta-feira que a Polícia Judiciária realizou buscas na Câmara de Lisboa por suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e falsificação numa nomeação para prestação de serviços que foi assinada em 2015 pelo então autarca Fernando Medina, hoje ministro das Finanças.

Em causa desde logo está a viciação das regras para a contratação de um histórico do PS de Castelo Branco com vista à gestão das obras públicas na capital. O Ministério Público acredita que o objetivo do esquema visou a angariação de dinheiro em obras públicas, com subornos de empreiteiros, para o financiamento ilícito do PS, através dos chamados sacos azuis.

A PJ avançou ao mesmo tempo, e de forma cirúrgica, para buscas ao departamento de Urbanismo da autarquia da capital e aos domicílios e empresas de dois empresários de Castelo Branco, suspeitos de participarem num esquema de angariação de fundos para estruturas do Partido Socialista.

Os alvos, por suspeitas de corrupção, são Joaquim Morão, histórico socialista e ex-autarca de Castelo Branco e de Idanha a Nova, e o seu amigo António Realinho, empresário da mesma zona do país, que até já cumpriu pena de prisão por burla. 

O alegado esquema envolve a Câmara de Lisboa entre os anos de 2015 e 2016, na altura em que António Costa saiu e Fernando Medina assumiu a presidência da autarquia. 

Com um despacho assinado por Fernando Medina, a que a TVI/CNN Portugal teve acesso, foi nomeada uma empresa de Joaquim Morão para consultoria das obras de requalificação da cidade. 

Foram feitos convites a outras duas empresas, para que apresentassem propostas, mas tudo não passou de uma simulação: essas empresas pertenciam a Realinho, parceiro de Morão noutros negócios a norte. E, na resposta aos convites da câmara, terão sido inclusive falsificadas assinaturas de António Realinho. 

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