REVISTA DE IMPRENSA | A Caixa Geral de Depósitos lidera as saídas precoces
Os principais bancos em Portugal gastaram quase mil milhões de euros em reformas antecipadas nos últimos dois anos, num movimento associado à redução de custos e à reestruturação do setor, avança o Jornal de Notícias.
De acordo com os dados disponíveis, foram pagos pelo menos 871,5 milhões de euros em 2024 e 2025, valor que ainda não inclui todos os montantes de algumas instituições. Só a CGD destinou 513 milhões em 2024 e mais 209 milhões no primeiro semestre de 2025 para pensões e pré-reformas.
A Caixa Geral de Depósitos lidera as saídas precoces. Outros bancos também registaram encargos relevantes, como o Novo Banco, o BPI, o Millennium BCP e o Santander Totta.
Estas saídas têm sido frequentes, sobretudo após a crise financeira, num contexto de digitalização e encerramento de balcões. Nos últimos anos, o setor perdeu cerca de 12 mil trabalhadores e fechou cerca de 1700 agências, com maior impacto no interior do país.
Apesar da redução de pessoal, os cinco maiores bancos registaram lucros superiores a cinco mil milhões de euros no último ano.