Bloco de Esquerda quer CGD a atuar com banco público e baixar juros do crédito à habitação

Agência Lusa , JGR
20 jan, 19:26
Mariana Mortágua apresenta as listas do Bloco de Esquerda (Lusa)

Segundo Mariana Mortágua, o BE quer apresentar soluções para aquilo que qualificou como o “legado da maioria absoluta do PS”, que acusou de ter agravado muitas crises

O BE quer que a Caixa Geral de Depósitos “atue como um banco público” e baixe os juros do crédito à habitação, uma das propostas do programa eleitoral para responder “às crises do legado da maioria absoluta do PS”.

Ao longo de mais de uma hora e perante muitos dos rostos mais conhecidos do BE, a líder bloquista, Mariana Mortágua, apresentou este sábado à tarde o programa eleitoral com que o partido vai às eleições legislativas antecipadas de 10 de março, um “programa de Governo para garantir uma vida boa a toda a gente que vive em Portugal” e que pretende “fazer o que nunca foi feito”.

Além de responder aos problemas estruturais do país, segundo Mariana Mortágua, o BE quer apresentar soluções para aquilo que qualificou como o “legado da maioria absoluta do PS”, que acusou de ter agravado muitas crises, desde os salários, ao modelo económico, passando pelos serviços públicos, com destaque para a educação e a saúde, e a habitação.

“Queremos baixar os juros da habitação. Sabemos que esse é o maior estrangulamento, o maior esforço e o maior medo de quem tem um crédito à habitação”, disse.

De acordo com a líder do BE, a Caixa Geral de Depósitos “tem dos melhores rácios de capital na União Europeia” e “tem lucros como se fosse um banco privado porque aplicou os juros dos bancos privados como se não fosse um banco público”.

“Propomos que a Caixa atue como um banco público, que reduza os seus juros, que reduza o preço que cobra aos novos créditos e aos créditos em vigor e pode acomodar essa redução”, propôs.

Com esta redução, nas contas do BE, “ou os clientes dos restantes bancos transferem o seu crédito para a Caixa ou os restantes bancos baixam o preço do crédito à habitação”, resultando assim em “lucros menos astronómicos para a banca e uma vida mais desafogada” para as pessoas.

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