Défice nas contas da instituição está a ser resolvido com dinheiro do Orçamento do Estado
O Estado foi obrigado a injetar 6,5 mil milhões de euros na Caixa Geral de Aposentações (CGA) em 2024 porque o dinheiro não era suficiente para pagar as reformas dos funcionários públicos. Segundo o jornal ECO, por cada euro que entrou em contribuições, o Estado injetou 1,50 euros para cumprir o pagamento das pensões - é o valor mais elevado da última década.
O Estado tem tentado tapar este fosso entre receitas e despesas com verbas cada vez maiores do Orçamento do Estado, ou seja, de todos os contribuintes. Só nos últimos três anos, as transferências cresceram 38%, passando de mais de cinco mil milhões de euros em 2022 para os 6,5 mil milhões em 2024. Já as contribuições cresceram apenas 15% entre esses dois anos, de 3,8 mil milhões para 4,2 mil milhões de euros.
No total, a CGA fechou o último ano com um défice de 202 milhões de euros, uma ligeira melhoria face aos 218 milhões negativos de 2023. Apesar disso, e mesmo com os aumentos salarias da função pública, a pressão das contas desta instituição sobre o Orçamento do Estado deve continuar a subir.