Segunda tranche do apoio ao cabaz alimentar já foi paga, garante ministra

Agência Lusa , AG
11 ago, 18:02
Ana Mendes Godinho (Lusa/Tiago Petinga)

Ministra admite prolongar o apoio, dizendo que isso vai ser avaliado em setembro

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse esta quinta-feira que a segunda tranche do apoio ao cabaz alimentar já foi paga e admitiu avaliar o seu prolongamento no conjunto de medidas que serão discutidas em setembro.

"Relativamente ao [apoio ao] cabaz, aproveito para partilhar que a segunda tranche já foi paga, abrangendo mais de um milhão de pessoas", referiu Ana Mendes Godinho na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.

Questionada sobre se o Governo está disposto a prolongar novamente o apoio, tendo em conta a subida da inflação, a ministra respondeu que "essas medidas serão avaliadas no conjunto das medidas que serão discutidas em setembro".

O apoio de 60 euros ao cabaz alimentar destinado a famílias mais vulneráveis foi pago no dia 21 de julho aos beneficiários da tarifa social da eletricidade, esclareceu depois à Lusa fonte oficial do Ministério do Trabalho, indicando que em agosto o apoio será pago "no dia 21 ou 22" a quem recebe prestações sociais mínimas.

Este apoio tinha sido pago pela primeira vez em abril e maio com vista a atenuar o aumento dos preços dos bens alimentares, mas acabou por ser prolongado.

Segundo a ministra, o apoio abrange um milhão e 70 mil agregados.

O apoio extraordinário foi anunciado em março e pago pela primeira vez em abril a mais de 762 mil famílias e, em maio, a medida foi alargada, abrangendo mais 280 mil agregados familiares, totalizando assim mais de um milhão de beneficiários.

No primeiro mês da sua aplicação, em abril, o apoio abrangeu apenas as famílias beneficiárias da tarifa social de eletricidade e em maio foi alargada aos beneficiários de prestações sociais mínimas não abrangidos pela tarifa social.

O valor do apoio extraordinário é de 60 euros por agregado familiar e é pago de uma só vez, sendo a sua atribuição pela Segurança Social automática.

A medida terá um custo global de 128 milhões de euros, segundo fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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