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Burla milionária com peças de aviões falsas custou 6,5 milhões de euros à TAP

CNN Portugal , TFR
2 jun, 07:05
TAP (imagem Getty)
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REVISTA DE IMPRENSA | MP acusa três portugueses e um argentino de crimes de burla qualificada, associação criminosa, atentado à segurança dos transportes e fraude fiscal

Um esquema de venda de peças aeronáuticas com defeitos e certificados falsificados terá provocado prejuízos de 45 milhões de euros a várias companhias aéreas entre 2019 e 2023, incluindo a TAP, que perdeu cerca de 6,5 milhões de euros, avança o Correio da Manhã.

Durante esse período, mais de 60 mil componentes foram colocados no mercado, obrigando transportadoras como a companhia portuguesa, a American Airlines e a Aero Norway a suspender operações para verificarem os equipamentos instalados nas suas aeronaves.

O Ministério Público acusou três portugueses - Gonçalo Trinchante, antigo quadro da TAP, Amândio Geada, ligado à Hi Fly, e João Almeida, da Aura Airlines - juntamente com um cidadão argentino, de integrarem o alegado esquema. Em causa estão crimes de burla qualificada, associação criminosa, atentado à segurança dos transportes e fraude fiscal.

Segundo a acusação, o acesso aos armazéns das companhias aéreas permitiu o desvio de peças de aviões, que depois seriam introduzidas no mercado internacional por José Yrala, um argentino radicado em Inglaterra e apontado como líder da operação. O suspeito acabaria por ser detido naquele país.

No total, os três portugueses terão arrecadado mais de um milhão de euros com a venda ilegal de componentes aeronáuticos: Gonçalo Trinchante cerca de 859 mil euros, Amândio Geada 203 mil euros e João Almeida 12 mil euros.

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