Burkina Faso anuncia fim das operações das tropas francesas no país

Agência Lusa , MJC
19 fev, 18:54
Burkina Faso

A retirada acontece depois de, a 18 de janeiro, o Governo de Ouagadougou ter denuncioado um acordo relacionado com o estatuto das forças francesas no país e ter fornecido o prazo de um mês para a sua retirada. Esta decisão foi acatada por Paris

O Exército do Burkina Faso anunciou este domingo o fim das operações da força francesa Sabre no país, três semanas após a denúncia pelo Governo de transição dos acordos de defesa firmados entre Paris e Ouagadougou, e quando permanece a ameaça ‘jihadista’.

“O Estado-Maior General das Forças Armadas e o comando da Task Force Sabre organizaram no sábado, 18 de fevereiro 2023, no Campo Bila Zagre em Kamboincin (periferia de Ouagadougou), uma cerimónia solene da descida da bandeira que assinala o fim oficial das operações da Task Force a partir do solo do Burkina”, anunciou o estado-maior em comunicado.

Segundo o texto, esta cerimónia foi presidia pelo chefe do Exército do país africano, coronel Adam Néré, e pelo tenente-coronel francês Louis Lecacheur, em representação do comando da força Sabre, um contingente de 400 forças especiais.

“A retirada dos equipamentos e restantes materiais do Sabre será concluída por uma equipa logística deslocada para esse efeito, segundo um calendário definido em acordo com o Estado-Maior General das Forças Armadas”, precisa o comunicado, sem indicar o número de soldados franceses ainda no país.

Uma fonte dos serviços de segurança local, citada pela agência noticiosa AFP, disse que “uma grande parte dos militares já partiu”.

Um porta-voz do Exército francês não precisou a data da partida dos últimos soldados, acrescentou a AFP.

Fonte governamental francesa indicou, por sua vez, que os militares franceses ainda estão presentes no Burkina Faso, sem precisar o número.

Em 18 de janeiro, o Governo de Ouagadougou denunciou um acordo relacionado com o estatuto das forças francesas no país e forneceu o prazo de um mês para a sua retirada. Esta decisão foi acatada por Paris alguns dias mais tarde.

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