A polícia americana dá 46 mil euros a quem tiver informações: a história de um ataque com 33 tiros

13 abr, 17:26

Vinte e nove pessoas ficaram feridas depois de terem sido disparados 33 tiros no metro de Nova Iorque. Mas o que aconteceu terça-feira ainda não teve desfecho esta quarta: a Polícia não conseguiu deter o atacante. Mas tem um nome, que pode nem sequer ser o do agressor

Era mais uma manhã de terça-feira no metro de Nova Iorque até que às 8:30, com as carruagens apinhadas - afinal era hora de ponta -, um homem colocou uma máscara de gás, detonou duas granadas de fumos e disparou pelo menos 33 tiros contra quem viajava na mesma carruagem que ele quando o metro parou na estação da Rua 36.

Pouco depois tocavam os telefones do departamento de bombeiros de Nova Iorque. O alerta dava conta de que havia fumo na estação de metro da Rua 36, perto do parque Sunset em Brooklyn. Mas quando os serviços de emergência chegaram ao local, o cenário era aflitivo e entre o fumo havia várias vítimas com ferimentos de bala e outros feridos na confusão da fuga. À chegada das autoridades havia a suspeita de que poderiam existir explosivos no metro, algo que não se confirmou. 

Segundo a CNN Internacional, dez pessoas - sete homens e três mulheres - ficaram feridas depois de terem sido atingidas pelos disparos, enquanto as restantes 19 foram assistidas por quedas, inalação de fumo ou ataques de pânico. Cinco das vítimas do ataque eram estudantes que estavam a caminho das aulas.

De acordo com a governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, que falou com os jornalistas à porta do Centro Médico de Maimonides, o único hospital de trauma pediátrico na área, ali estavam internados um rapaz de 12 anos, um rapaz de 13 anos, um jovem de 16 e dois de 18 anos. O comissário da polícia Keechant Sewell disse que o ataque não está a ser investigado como um ato de terrorismo mas que todas as hipóteses estão em cima da mesa. 

Frank James

De acordo com relatos das testemunhas, trata-se de "um homem afro-americano, bem constituído", que vestia um colete refletor de cor verde (ao contrário dos relatos iniciais, que davam conta de um colete de cor laranja) e uma "sweatshirt" cinzenta.

A investigação concentrou-se num cartão de crédito e numas chaves de uma carrinha U-Haul encontradas no local - e também numa Glock de 9mm e três carregadores deixados na estação de metro, assim como duas granadas de fumo detonadas e duas por detonar e um machado. Dois agentes da polícia de Nova Iorque afirmaram que acreditam que a pistola encravou durante o ataque e que por isso foi descartada pelo suspeito.

As autoridades, que já divulgaram a foto e o nome do suspeito, oferecem ainda uma recompensa de 50 mil dólares (46 mil euros) por qualquer informação que conduza à prisão do suspeito. 

Frank James, de 62 anos, é considerado uma "pessoa de interesse" e que terá alugado a carrinha que corresponde às chaves encontradas na estação de metro.

Chaves de carrinha podem ser pista fulcral

"O Sr. James é apenas uma pessoa de interesse que, neste momento, sabemos que alugou aquela carrinha U-Haul na Filadélfia. A chave daquela carrinha U-Haul foi encontrada no metro nos bens do atacante. Não sabemos ainda se o Sr. James tem alguma conexão com o metro. Isso ainda está sob investigação", afirmou o chefe de detetives da polícia de Nova Iorque, James W. Essig.

Os registos do aluguer a que a CNN Internacional teve acesso mostram que o homem alugou a carrinha com uma licença do estado norte-americano de Wisconsin e o endereço da empresa Milwaukee, que fabrica e comercializa ferramentas elétricas. A reserva daquela carrinha da U-Haul foi feita no passado dia 6 de abril e estava programada para ser levantada cerca das 14:00 de dia 11, segunda-feira, e o contrato mostra que a carrinha seria alugada por dois dias.

As autoridades juntaram ainda ao caso vídeos do YouTube de James onde este fala sobre a violência e os tiroteios em massa, incluindo um vídeo publicado na segunda-feira no qual diz que pensava em matar as pessoas que supostamente o magoaram. Num dos vídeos é possível ver a imagem que é usada no panfleto do Crimestoppers do departamento de polícia de Nova Iorque.

Tiroteio reaviva ansiedades em Nova Iorque

Com perto de 500 estações, o metro de Nova Iorque é o transporte público mais usado e demasiado grande e movimentado para ser completamente seguro. De acordo com a Associated Press, o tiroteio desta terça-feira veio reacender os traumas e ansiedades de quem usa este transporte.

"É a única forma de chegar a casa. A outra é apanhara um autocarro expresso e depois outro autocarro e ainda outro autocarro", conta Julia Brown, que trabalha em Manhattan e confessa que não tem outra opção, mas que o tiroteio desta terça-feira reavivou memórias do 11 de Setembro. "Vivi o 11 de Setembro. Vivi durante o apagão. Só precisamos de estar o mais seguros possível e estar atentos ao ambiente.”

Depois dos ataques do 11 de Setembro, os nova iorquinos temiam que o metro e outros locais semelhantes fossem um alvo dos terroristas. Em 2017, um simpatizante do Estado Islâmico detonou mesmo uma bomba no Port Authority Bus Terminal, o maior terminal rodoviário do mundo, em Manhattan. 

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