Andam a atirar brinquedos sexuais contra jogadoras de basquetebol

CNN , Ben Church
6 ago 2025, 22:56
Basquetebol

Está a acontecer nos EUA

Um brinquedo sexual foi atirado para dentro de campo durante um jogo da WNBA entre as Los Angeles Sparks e as Indiana Fever, terça-feira. É o terceiro incidente deste tipo a afetar jogos da liga na última semana.

Na segunda parte do jogo, na Crypto.com Arena, em Los Angeles, um brinquedo verde foi lançado na direção da jogadora dos Fever Sophie Cunningham.

A atleta de 28 anos já tinha pedido anteriormente nas redes sociais para que as pessoas deixassem de lançar este tipo de objetos, mas acabou por ser atingida na perna durante o jogo de terça-feira.

“Isto NÃO envelheceu bem”, escreveu no X após o jogo, em resposta ao seu próprio post anterior, no qual apelava aos espectadores para pararem de atirar brinquedos sexuais para o campo.

Publicou ainda uma mensagem nas suas stories do Instagram em que diz: “Nem acredito que aquilo me acertou mesmo. Já sabia que não devia ter feito aquele tweet”.

O jogo de terça-feira foi interrompido brevemente após o incidente.

Depois de Kelsey Plum, jogadora das Sparks, ter chutado o objeto para fora do campo, ouviram-se vaias dos adeptos na arena e foi possível ver pessoas a apontar para quem acreditavam ter lançado o brinquedo.

A equipa emitiu um comunicado esta quarta-feira:

Durante o jogo da noite passada foi lançado um objeto para dentro do campo por um adepto. A segurança da Crypto.com Arena respondeu de imediato e removeu o item sem demora, permitindo que o jogo continuasse em segurança e sem mais interrupções.

Agradecemos à equipa de segurança da arena pela resposta rápida e profissional. Incidentes deste tipo são levados a sério pois colocam em risco jogadores, árbitros e outras pessoas no campo. Estamos a trabalhar com a arena para identificar o responsável e garantir que sejam tomadas as medidas apropriadas.

Comportamentos de adeptos que perturbem o jogo ou comprometam a segurança de qualquer pessoa na arena não serão tolerados.

“Acho ridículo, é parvo, é estúpido”, disse a treinadora das Sparks, Lynne Roberts, aos jornalistas após a vitória por 100-91 da sua equipa. "Além disso é perigoso. A segurança das jogadoras é a prioridade número um. Respeitem o jogo. Acho mesmo muito estúpido.”

Comportamento de imitação

O incidente de terça-feira acontece após dois episódios semelhantes na liga nos últimos sete dias.

Na sexta-feira, um brinquedo sexual foi atirado das bancadas na Wintrust Arena, em Chicago, durante a vitória por 73-66 das Golden State Valkyries sobre as Chicago Sky. O objeto aterrou fora das quatro linhas, debaixo de um dos cestos.

Este episódio seguiu-se a um incidente semelhante três dias antes, durante a vitória das Valkyries por 77-75 sobre as Atlanta Dream, no Gateway Center Arena, em College Park, Georgia.

O indivíduo envolvido no incidente em Atlanta foi identificado e detido, segundo a WNBA.

De acordo com a Reuters, está acusado de conduta desordeira, indecência pública/exposição indecente e invasão de propriedade, aguardando ainda a marcação de uma data para o julgamento.

É a terceira vez numa semana que um brinquedo sexual é lançado para dentro de campo num jogo da WNBA foto Kirby Lee/Imagn/Reuters

Segundo publicações nas redes sociais, também foram lançados brinquedos verdes em Phoenix e Nova Iorque, mas não chegaram a atingir o campo.

No início desta semana, a WNBA afirmou que qualquer adepto que se envolva neste tipo de comportamento enfrentará processos judiciais e será banido da liga.

“A segurança e o bem-estar de todos nas nossas arenas são uma prioridade máxima para a nossa liga”, declara à CNN um porta-voz da WNBA.

“Objetos de qualquer tipo atirados para dentro do campo ou para as áreas de público representam um risco para as jogadoras, árbitros e adeptos. Em conformidade com os Padrões de Segurança da Arena da WNBA, qualquer adepto que atire intencionalmente um objeto para o campo será imediatamente expulso e será banido no mínimo por um ano, além de poder ser detido e processado pelas autoridades locais", acrescenta o porta-voz.

E.U.A.

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