Polícia interrogou e prendeu mais de mil bolsonaristas após invasões em Brasília

Agência Lusa , PF
13 jan, 13:40
Bolsonaristas invadem as sedes dos três poderes em Brasília (Foto: André Borges/EPA)

As autoridades também rejeitaram denúncias de maus-tratos feitas por detidos

A polícia brasileira identificou, interrogou e prendeu 1.159 bolsonaristas envolvidos nas invasões e vandalização das sedes dos três poderes em Brasília, ocorridas no último domingo, segundo um balanço da Polícia Federal.

Em comunicado, a Polícia Federal adianta que os detidos foram entregues à Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelo encaminhamento ao Instituto Médico Legal e, posteriormente, ao sistema prisional.

"Ao todo, 1.843 pessoas foram conduzidas pela Polícia Militar do Distrito Federal para a Academia Nacional de Polícia. Todos os detidos foram identificados pela Polícia Federal e irão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes de terrorismo, associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, perseguição, incitação ao crime, entre outros", refere a Polícia Federal.

A autoridade policial também rejeitou denúncia de maus-tratos feitas por detidos.

“Durante toda a ação, os detidos receberam alimentação regular [pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar] e hidratação. As equipas médicas estiveram disponíveis durante todo o período, tendo sido realizados 433 atendimentos. Desses, 33 pacientes foram levados para unidades de saúde”, afirmou a Polícia Federal.

Já o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por exercer o controlo da atuação administrativa e financeira do poder judiciário no Brasil, informou também num comunicado que foram presas presas em flagrante, identificadas e ouvidas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do Distrito Federal um total de 1.418 pessoas.

Deste total, 222 foram presas na Praça dos Três Poderes e 1.196 foram presas no acampamento em frente ao Quartel General do Exército.

Também foram identificadas e libertadas sem interrogatório, por questões humanitárias, 599 pessoas (idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e mães acompanhadas de crianças).

O CNJ destacou ainda que face ao grande número de audiências de custódia dos presos a serem realizadas e em virtude da estrutura necessária à sua consecução no menor tempo possível, o Supremo Tribunal Federal delegou em outros tribunais a realização das referidas audiências.

A previsão é que todas as audiências dos detidos nos atos de vandalização em Brasília estejam concluídas até ao próximo domingo.

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