Recuperada réplica da Constituição de 1988 roubada em ataque a Brasília

Agência Lusa , AM
13 jan, 06:34
Vandalismo nas sedes do poder em Brasília

Anúncio foi feito pelo Supremo Tribunal Federal

A réplica da Constituição Federal do Brasil de 1988 roubada por apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o ataque aos três poderes foi recuperada, anunciou o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro da Justiça, Flávio Dino, informou o STF que foi recuperada “a réplica da Constituição Federal de 1988 que ficava em exposição no Salão Branco da Corte e havia sido levada por vândalos no último domingo”, indicou o tribunal em comunicado na quinta-feira .

A mais alta instituição judicial do país lembrou ainda que o exemplar original da Constituição Federal, que integra o acervo do STF, “não foi alvo da ação dos vândalos, seguindo preservado no Museu da Suprema Corte”.

“Flávio Dino vem entregar a réplica para a presidente do STF, ministra Rosa Weber, nesta sexta-feira”, detalhou o STF.

Apoiantes de Bolsonaro invadiram e vandalizaram no domingo as sedes do STF, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, obrigando à intervenção policial para repor a ordem e suscitando a condenação da comunidade internacional.

A Polícia Militar conseguiu recuperar o controlo das sedes dos três poderes, numa operação de que resultaram cerca de 1.500 detidos.

A Polícia Federal brasileira informou que cerca de 600 pessoas presas acusadas de participarem nos atos, na maioria idosos com mais de 65 anos, mulheres que têm filhos pequenos e pessoas com comorbilidades graves, foram libertadas para responder em liberdade.

A invasão começou depois de militantes da extrema-direita brasileira que apoiam o anterior presidente, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios, na capital brasileira.

Entretanto, o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afastou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias, considerando que tanto o governador como o ex-secretário de Segurança e antigo ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres terão atuado com negligência e omissão.

Torres é alvo de um pedido de prisão que ainda não foi cumprido por se encontrar em viagem aos Estados Unidos da América.

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