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Abel: «Os títulos que eu ganhei no Palmeiras não têm asteriscos»

4 dez 2025, 03:32
Abel (Buda Mendes/Getty Images)
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Treinador português volta a falar do seu futuro no clube, diz que não beijou a medalha «por acaso» na final da Libertadores e que o futebol brasileiro «vai andar, mas a passo de caracol»

Declarações do treinador do Palmeiras, o português Abel Ferreira, após a vitória por 3-0 ante o Atlético Mineiro, na noite que foi de título ao Flamengo:

Futuro no Palmeiras:

«Nada a dizer, já falei as vezes que foram precisas este tempo todo e a nossa presidente também. Só tenho uma palavra e dei a minha palavra à presidente, ela entende que sou treinador de projeto e que quer que eu continue, é o sonho dela, até 2027. E eu sempre disse que nunca seria problema para o Palmeiras, serei sempre solução. Nada a acrescentar.»

Balanço da época do Palmeiras e se acha que precisa de mudanças no próximo ano:

«Precisa de mudanças, mas não é no Palmeiras. A mim, só me engana quem eu quero. Eu só quero dizer aos adeptos: o Palmeiras é um clube diferente e especial. E eu sou, mais do que tudo, sou treinador de relações, mas a mim só engana quem eu quero. Hoje aconteceu um lance exatamente igual dentro do campo ao que aconteceu na final da Libertadores. Os títulos que eu ganhei no Palmeiras não têm asteriscos. Sim, perdemos, fomos vice, mas viram o beijo que dei na medalha? Foi um beijo na medalha [ndr: na final da Libertadores] e no símbolo do Palmeiras, tenho orgulho de ser do Palmeiras. Quantas vezes me ouviram dizer que ia ser contra tudo e contra todos? Que depois do jogo do São Paulo muita coisa mudou? No dia em que sentirem que não represento o Palmeiras à altura da grandeza do Palmeiras, não quero receber nem mais um real. Não beijei a medalha por acaso e todos ouviram o que eu disse ao presidente da CONMEBOL. Parabéns ao Flamengo, foi o vencedor, tem um excelente elenco, treinador, é organizado, mas tenho orgulho no que fizemos.»

Jogo:

«Trazíamos as cicatrizes do último jogo. Entendo que muita gente queira dizer: o segundo lugar é ruim, nada presta, mas mais uma vez demos prova do que a equipa mostrou ao longo deste ano enquanto nos deixaram. Com 2-0 e menos um fomos uns guerreiros, ganhámos com justiça.»

Avaliação sobre organização do futebol brasileiro:

«Não me vão apanhar a falar sobre nada. Andei a bater em ponta de faca, avisaram-me no primeiro ano. Em relação a isso, conhecem melhor do que eu e não vou falar nada. Amo estar no Palmeiras e é aqui que gosto de estar. Enquanto eu sentir que há energia dos meus jogadores e lutarmos por títulos… em relação à avaliação, posso fazê-la com todo o gosto. Vou mais à frente. Paulista: cinco anos, três títulos. Libertadores: seis disputas, três finais. Brasileirão: cinco disputas, dois primeiro, três vice. Na Copa do Brasil, aí sim, ganhámos uma, disputámos mais quatro e perdemos. Aos adeptos do Palmeiras digo: a terra não está arrasada e eu tenho sorte em estar presente na história do Palmeiras, no ciclo mais vitorioso, o Palmeiras é mais reconhecido, nacional e internacionalmente, pelo prestígio da sua organização, grandeza dos processos e pelo que faz como instituição. Há 15 dias, veio aí um diretor e mais um vice-diretor do Liverpool, para verem o nosso centro de treinos. Em relação ao futebol brasileiro, ele vai andar, mas a passo de caracol.»

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