Pode correr com máscara. Estudo conclui que estas não afetam a respiração nem a resposta cardíaca

6 jan, 22:16
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Pesquisa “demonstra que os mitos de que o uso de máscara durante o exercício físico é prejudicial não se sustentam”, diz um dos investigadores

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Um estudo preliminar da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que o uso de máscara durante a realização de atividade física não afeta os padrões de respiração e da atividade cardiovascular.

Para a pesquisa, 35 indivíduos realizaram duas sessões de corrida, uma delas equipados com uma máscara de tecido e outra sem qualquer proteção facial.

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“O estudo demonstra que os mitos de que o uso de máscara durante o exercício físico é prejudicial não se sustentam. O uso da proteção não alterou significativamente o funcionamento corporal durante a prática de exercício moderado a pesado”, diz Bruno Gualano, professor da Faculdade de Medicina da USP, em comunicado.

Durante o estudo foram avaliados vários parâmetros, como o consumo e a saturação de oxigénio e os níveis de ácido presentes no sangue.

“A conclusão foi que as perturbações provocadas pela máscara foram muito pequenas, especialmente nas intensidades abaixo do esforço máximo”, afirmou o investigador.

Em atividades mais intensas foram detetadas pequenas alterações a nível respiratório, mas, segundo Gualano, não é algo que o corpo não consiga compensar.

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“A saturação de oxigénio, a frequência cardíaca, a perceção do esforço, os níveis de ácido lático e a pressão arterial ficam todas dentro do esperado, mesmo em esforços intensos”, concluiu.

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