Militares reforçam segurança em 561 municípios brasileiros durante eleições

Agência Lusa , AM
21 set, 06:26
Favela da Rocinha no Brasil cercada por militares

Municípios que solicitaram reforços militares por serem considerados de risco de violência durante as eleições estão localizados em 10 dos 27 estados brasileiros

As forças armadas vão reforçar a segurança em 561 dos 5.570 municípios brasileiros durante as eleições presidenciais de 02 de outubro, anunciou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A lista final dos municípios que vão ter presença militar para reforçar a segurança durante as eleições foi divulgada pelo TSE, cujo plenário concluiu na terça-feira a análise de todos os pedidos de reforço.

Os municípios que solicitaram reforços militares por serem considerados de risco de violência durante as eleições estão localizados em 10 dos 27 estados brasileiros.

A lista dos estados com mais municípios com reforço por membros do exército, marinha ou força aérea é encabeçada pelo Rio de Janeiro, com 167 cidades, seguido pelo Maranhão, na Amazónia, com 97 localidades.

Também serão enviadas tropas para cidades dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí e Tocantins, a maior parte das quais estão localizadas na Amazónia e algumas das quais solicitaram reforços militares para garantir a segurança nas reservas indígenas.

Além de fornecer segurança, as forças armadas vão apoiar tarefas logísticas, como a distribuição de urnas eleitorais e o transporte de urnas eleitorais para comunidades isoladas.

Nas eleições presidenciais, legislativas e regionais de 2018, os militares foram enviados para 513 municípios em 11 estados.

De acordo com a lei brasileira, o reforço militar é autorizado quando um município notifica a Justiça Eleitoral que não tem capacidade para garantir a normalidade durante as eleições com as forças policiais locais.

O aumento do número de municípios a solicitar reforços militares reflete a radicalização da atual campanha eleitoral, que dividiu o Brasil entre os apoiantes do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que concorre a um segundo mandato, e do antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o favorito nestas presidenciais, com 45% das intenções de votos.

De acordo com um inquérito divulgado na semana passada, 67,5% dos brasileiros temem ser atacados devido à posição política e 3,2% disseram ter sido ameaçados por essa razão no último mês.

Tendo em conta o aumento dos casos de violência, o TSE já proibiu o porte de armas dentro ou perto das assembleias de voto durante as eleições e pelo menos 48 horas antes.

A última sondagem divulgada pelo instituto Datafolha, na quinta-feira passada, mostrou que Lula da Silva tem 45% das intenções de voto para a primeira volta, contra 33% para Bolsonaro.

A eleição presidencial no Brasil tem a primeira volta marcada para 02 de outubro e a segunda, caso seja necessária, no dia 30.

Atualmente, dez candidatos disputam as presidenciais brasileiras: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D’Ávila, Soraya Tronicke, Eymael, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.

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