PS saúda Lula e espera que os brasileiros rejeitem derivas autoritárias

Agência Lusa , AG
3 out, 10:30
Lula da Silva

Socialistas dizem que “os brasileiros deram um sinal expressivo e importante para o seu futuro”

O PS saudou esta segunda-feira a vitória do ex-presidente Lula da Silva na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, considerando que o seu triunfo representará na segunda volta a vitória dos valores progressistas e democráticos contra derivas autoritárias.

Na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, no domingo, o ex-presidente Lula da Silva venceu com 48% dos votos, enquanto o atual chefe de Estado, Jair Bolsonaro, obteve 43,2%.

Numa nota enviada à agência Lusa, o PS sustenta que, no domingo, “os brasileiros deram um sinal expressivo e importante para o seu futuro”.

“O PS saúda Lula da Silva, o candidato mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, e formula votos para que o Brasil rejeite as derivas autoritárias e antidemocráticas. A vitória de Lula será a vitória dos valores progressistas e democráticos”, salienta-se na mesma nota.

A segunda volta das eleições presidenciais do Brasil estão marcadas para o dia 30 de outubro.

O presidente do PS, Carlos César, numa nota que publicou na rede social Facebook, defende que a vitória de Lula da Silva, “por enquanto, só no primeiro turno, é uma esperança efetiva para a respiração democrática no Brasil”.

“Está, assim se espera, reaberto o caminho para uma governação que trabalhe para a atenuação das desigualdades internas, que são enormes no Brasil, para o relançamento económico e a sustentabilidade ambiental, para a afirmação do seu melhor lugar na comunidade internacional. Agora, são mais quatro semanas em campanha em que Lula procurará acentuar a sua assertividade nesses domínios, como afirmou no seu discurso em São Paulo depois dos resultados, e ganhar mais apoios, mas, infelizmente, a dureza do que se irá passar ainda não tem medida certa”, adverte.

Carlos César advoga depois que “o mundo necessita de políticos que, com maior clareza e com mais poder em mais países, promovam o bem-estar nas sociedades, defendam os regimes democráticos e não contribuam para estimular os conflitos e fragilizar ainda mais a paz”.

“Bolsonaro é tudo quanto as relações internacionais e os Estados de Direito democrático não precisam”, acrescentou.

Já no plano diplomático, segundo o presidente do PS, “entre o Brasil e Portugal, sejam quais forem os protagonistas vencedores, só restará uma alternativa: Manter uma relação bilateral com benefício para portugueses e brasileiros”.

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