"Cuscuz Clan em Natal": cartaz de apoio a Bolsonaro faz trocadilho com Ku Klux Klan em resposta a Lula

16 set, 23:12
Folheto de divulgação do desfile do presidente Jair Bolsonaro com a frase "Cuscuz Clan em Natal" (D.R.)

Organização do evento esclarece que o trocadilho não passa de uma "brincadeira" com as "besteiras" ditas pelo ex-presidente Lula da Silva.

O cartaz de divulgação de um desfile em apoio do presidente Jair Bolsonaro, que decorreu esta quarta-feira em Natal, inclui um trocadilho com o movimento supremacista norte-americano Ku Klux Klan. A iniciativa surge dias depois de Lula da Silva, adversário de Bolsonaro na corrida à presidência do Brasil, ter associado um discurso do chefe de Estado brasileiro a uma "reunião da Ku Klux Klan".

No cartaz, Bolsonaro surge no meio da primeira dama, Michelle Bolsonaro, e do candidato a deputado federal General Girão, pelo Partido Liberal. Na parte superior, pode ler-se a frase "Cuscuz Clan em Natal com Bolsonaro e Michelle Bolsonaro".

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os assessores de Girão e responsáveis pela organização do evento esclareceram que o trocadilho não passa de uma "brincadeira" com as "besteiras" ditas pelo ex-presidente brasileiro Lula da Silva. Questionados pelo jornal sobre se o tema não era demasiado grave para uma "brincadeira", os mesmos assessores responderam que "o pessoal da criação não viu assim".

Não foi possível confirmar, contudo, se o material foi produzido pela equipa do deputado Girão ou por apoiantes de Bolsonaro.

Na semana passada, Lula da Silva comparou o discurso de Bolsonaro no passado dia 7 de setembro, dia em que se comemoraram os 200 anos da independência do Brasil, com uma reunião da Ku Klux Klan, por não estarem presentes pessoas de minorias étnicas, pobres e trabalhadores entre a multidão.

"O ato do Bolsonaro parecia uma reunião da Ku Klux Klan, só faltou o capuz", observou o antigo sindicalista.

O chefe de Estado brasileiro não deixou passar as declarações de Lula, afirmando que a comparação era, "de longe, a maior e mais covarde ofensa ao povo brasileiro", tendo apresentado queixa contra o antigo sindicalista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propagação de discurso de ódio.

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