Cirurgia a hérnia de Jair Bolsonaro decorreu "sem complicações", garante a mulher. E agora regressará à prisão

25 dez 2025, 17:34
Jair Bolsonaro espera reeileção para um segundo mandato nas presidenciais de 2022 AP/Silvia Izquierdo)

Depois de uma cirurgia a uma hérnia que, segundo Michelle Bolsonaro, “concluiu-se sem complicações”, Jair Bolsonaro vai regressar à custódia da Polícia Federal, e não para a prisão domiciliária que a sua defesa pretenderia, num dia em que, à porta do hospital, o filho Flávio leu uma mensagem do ex-Presidente a apresentá-lo como candidato às Presidenciais brasileiras de 2026

A cirurgia a que Jair Bolsonaro foi submetido para tratar uma hérnia “concluiu-se sem complicações”, afirmou esta quinta-feira a mulher do antigo Presidente do Brasil, Michelle Bolsonaro, citada pela Reuters. 

Bolsonaro, de 70 anos de idade, e que cumpre uma pena de 27 anos de prisão por conspiração para um golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022, foi autorizado a sair temporariamente da custódia da Polícia Federal, em Brasília, para realizar a intervenção, num hospital da capital. 

A autorização foi dada pelo juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A defesa tinha pedido também prisão domiciliária durante a recuperação, mas o pedido foi recusado, mantendo-se a regra de custódia enquanto durar o internamento, refere a Reuters.

A condição de saúde está, alegadamente, associada às sequelas do ataque à faca de que Bolsonaro foi alvo durante a campanha presidencial de 2018, episódio que, desde então, o levou a várias intervenções e internamentos.

Ainda antes da cirurgia, e já à porta do hospital, o seu filho Flávio Bolsonaro leu uma mensagem em que o ex-Presidente o apoia como candidato às presidenciais de 2026, numa tentativa de manter viva a liderança do campo conservador no pós-Bolsonaro. 

Nas sondagens, porém, Flávio Bolsonaro, senador de 44 anos e o filho mais velho do ex-Presidente, parte atrás: uma pesquisa da Quaest citada pela Reuters dá a Lula da Silva uma vantagem de cerca de 10 pontos em cenários de segunda volta contra Flávio. E, por isso, à direita ainda se discute se não será mais competitivo um nome com experiência executiva, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

No passado recente, Flávio Bolsonaro foi investigado no Rio por suspeitas ligadas ao esquema conhecido como “rachadinha”, envolvendo alegado desvio de salários de assessores quando era deputado estadual, e chegou a ser acusado pelo Ministério Público brasileiro por crimes como peculato e branqueamento de capitais, acusações que sempre negou.

 

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