«Não existe qualquer comprovação científica de que o risco de lesão seja maior do que em campos naturais», anuncia o clube
O Palmeiras respondeu à campanha «Futebol profissional não se joga em relvado sintético» e, numa publicação na rede social X, afirmou que o «campo sintético do Allianz Parque é certificado pela FIFA e que realiza inspeções anuais desde a sua implementação».
Recorde-se que muitos jogadores aderiram à referida campanha, como Neymar, Lucas Moura, Thiago Silva ou Gabigol, partilhando a mesma publicação, contra os relvados sintéticos.
Perante isto, o Palmeira respndeu que não existe qualquer «comprovação científica de que o risco de lesão em campos artificiais seja maior do que em campos naturais», apelando ainda ao estudo da revista «The Lancet Discovery Science», que refere que o número de lesões em jogos disputados em relvados sintéticos é mais baixo do que o de lesões em campos naturais.
Leia aqui a resposta do Palmeiras:
«Diante da publicação realizada conjuntamente por alguns jogadores contra a utilização de relvados artificiais no futebol brasileiro, a Sociedade Esportiva Palmeiras esclarece que:
O campo sintético do Allianz Parque é certificado pela FIFA, que realiza inspeções anuais desde a sua implementação, em 2020, com o objetivo de verificar se o piso segue os mesmos parâmetros de um campo de relvado natural, em perfeito estado;
- Não há qualquer comprovação científica de que o risco de lesão em campos artificiais seja maior do que em campos naturais. Pelo contrário: recente estudo publicado pela revista «The Lancet Discovery Science» aponta que a incidência de contusões em jogos de futebol disputados em relvados artificiais é inferior à de lesões em campos naturais;
- Diferentes levantamentos realizados por veículos de imprensa mostram que o Palmeiras, ao longo dos últimos cinco anos, é o clube da Série A do Campeonato Brasileiro com menor número de lesões;
- O clube respeita a opinião dos atletas que manifestaram preferência por campos de relva natural e considera urgente o debate sobre a qualidade dos relvados do futebol brasileiro; este problema, contudo, não será solucionado com críticas não sustentadas e sem base científica.»